- Estima-se que 165 mil profissionais do Reino Unido tenham se mudado ao exterior para trabalhar remotamente, em busca de clima mais agradável e melhor equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.
- Espanha foi o destino mais popular em 2025, com visto deNomad Digital, internet de alta velocidade e custo de vida entre vinte e quarenta por cento menor que no Reino Unido.
- Portugal também atrai nômades britânicos, oferecendo visto D8, internet rápida, custo de vida entre trinta e quarenta por cento menor e fortes comunidades de startups.
- Croácia disponibiliza visto de nomad digital com isenção de imposto por até um ano, exigindo renda mensal próxima de € 3.295 e custo de vida cerca de trinta por cento menor.
- Estônia destaca pela infraestrutura digital avançada e programa de e-Residency, com imposto de vinte e dois por cento a partir de 2026 e custo de vida cerca de trinta por cento menor.
Em meio à crise do custo de vida no Reino Unido, cerca de 165 mil profissionais britânicos passaram a trabalhar remotamente no exterior, segundo a LiveCareer UK. A tendência de nomadismo digital cresce com busca por melhor clima, maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e infraestrutura mais estável.
O movimento, apelidado de slomad, privilegia países com vistos estruturados, incentivos fiscais e comunidades de apoio. A reportagem identifica destinos populares entre trabalhadores britânicos que buscam maior previsibilidade e qualidade de vida.
Espanha
Em 2025, a Espanha foi o destino mais procurado por cidadãos do Reino Unido. O país oferece internet de alta velocidade e um visto específico para nomadismo digital. Há regimes fiscais diferenciados para não residentes, além de clima ensolarado e custo de vida menor que no Reino Unido.
Nomads costumam usar espaços de coworking e cafeterias adaptadas ao trabalho remoto. Cidades como Barcelona, Valencia e Madrid promovem eventos de networking, facilitando a integração de expatriados.
Portugal
Portugal também figura entre os principais destinos, com o visto D8 para nomadismo digital. A exigência inclui renda mensal comprovada, hoje em torno de €3.480. O custo de vida fica entre 30% e 40% menor que o do Reino Unido, com internet rápida e comunidades de expatriados que falam inglês.
Lisboa, Madeira e Porto concentram comunidades de britânicos e ambientes de startup. O Algarve mantém atrativos turísticos e naturais, incluindo praias, golfe e atividades ao ar livre, mesmo diante de uma percepção de aperto no mercado imobiliário local.
Croácia
A Croácia oferece um visto específico para nomadismo digital, com duração de até um ano sem incidência de imposto de renda local, mediante renda mensal de cerca de €3.295. O custo de vida fica aproximadamente 30% abaixo do do Reino Unido, especialmente fora das áreas mais turísticas.
O país destaca segurança, internet de alta velocidade e mais de 300 dias de sol por ano. Cidades como Dubrovnik, Split e Zagreb ganham comunidades de expatriados e espaços de coworking.
Estônia
A Estônia entra como polo de infraestrutura digital, com serviços públicos amplamente online e programa de e-Residency que facilita a abertura de empresas na UE. A taxa de imposto para nomads é de 22% a partir de 2026, e o custo de vida fica em média 30% menor que no Reino Unido.
Tallinn se destaca pelo ecossistema tecnológico, elevado domínio do inglês e opções de coworking. A capital oferece acesso fácil à natureza, ideal para pausas de trabalho e balanceamento.
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