- O Irã teria fechado o estreito de Hormuz em resposta a ataques de Israel ao Líbano, segundo a agência estatal Fars.
- A Fars informou que, antes, dois petroleiros passaram pelo estreito com permissão, mas o tráfego foi interrompido.
- O cessar-fogo entre Teerã e Washington, em vigor há duas semanas, previa a retomada do tráfego pelo Hormuz.
- O governo de Líbano informou que ao menos cento e doze pessoas foram mortas e setecentos e trinta e sete ficaram feridas em ataques aéreos realizados por Israel.
- O exército israelense afirmou ter atingido mais de cento alvos do Hezbollah em dez minutos, incluindo centros de comando e infraestrutura de inteligência, em Beirute, no sul do Líbano e no vale da Bekaa.
O Irã alegou ter fechado o Estreito de Hormuz em resposta aos ataques de Israel sobre o Líbano. A informação foi veiculada pela imprensa estatal nesta quarta-feira, em meio a um cenário de escalada regional.
Segundo a agência Fars, associada ao Corpo da Guarda Revolucionária, dois petróleo-tanques passaram pelo estreito com permissão iraniana pela manhã, mas o tráfego foi interrompido em seguida. A medida ocorre no mesmo dia em que começou uma trégua de duas semanas entre Teerã e Washington.
A trégua, que buscava diminuir meses de confrontos, não incluía o Líbano, conforme negaram mediadores. Enquanto isso, autoridades iranianas sugerem reposta pesada caso os ataques continuem.
Reação de Teerã
General Seyed Majid Mousavi, comandante da aviação da Guarda, afirmou em rede social que forças iranianas se preparam para uma resposta robusta, sem detalhar ações.
O Ministério da Saúde do Líbano divulgou um balanço de pelo menos 112 mortos e 837 feridos em ataques aéreos realizados por Israel. Nas mesmas ações, Tel Aviv afirmou mirar dispositivos militares de Hezbollah.
O Exército israelense informou ter liquidado lançadores de mísseis, centros de comando e infraestrutura de inteligência, acusando Hezbollah de usar civis como escudos.
Contexto regional
A escalada envolve várias frentes e altera o equilíbrio já fragilizado entre Estados vizinhos. Autoridades em Washington descrevem a trégua como frágil, enquanto mediadores insistem na continuidade das negociações.
Antes dos novos ataques, um dirigente de Hezbollah disse à Associated Press que grupos estavam abertos a mediação, mas não confirmaram adesão ao cessar-fogo, citando violações por Israel.
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