- O Irã voltou a fechar o tráfego de petroleiros pelo estreito de Ormuz nesta quarta-feira, após ataques de Israel ao Líbano, segundo a agência Fars.
- A Fars informou que, após o cessar-fogo anunciado na terça-feira, dois petroleiros com permissão iraniana puderam transitar pelo estreito com segurança; a marinha iraniana avisou que navios sem autorização serão alvejados e destruídos.
- A Guarda Revolucionária disse que qualquer aeronave inimiga que invadir o espaço aéreo do Irã será considerada violação do cessar-fogo e enfrentará resposta firme.
- Até o momento, os governos dos Estados Unidos e de Israel não se manifestaram sobre a ação iraniana.
- O acordo de trégua de duas semanas entre EUA e Irã prevê a reabertura da rota; o presidente Donald Trump afirmou que os EUA ajudarão a desafogar o tráfego no estreito.
O Irã fechou novamente o estreito de Ormuz para o tráfego de petroleiros nesta quarta-feira (8). A decisão veio após ataques de Israel ao Líbano, segundo a agência Fars, de Teerã. A passagem continua restrita, conforme fontes de navegação.
A Fars citou uma fonte militar e de segurança iraniana, que classificou os ataques israelenses como violação do cessar-fogo. Pela manhã, dois petroleiros, autorizados pelo Irã, já haviam transitado pelo estreito com aprovação de Teerã.
A marinha do Irã ameaçou destruir embarcações que tentassem cruzar sem permissão. A guarda revolucionária também disse que aeronaves inimigas entrariam no espaço aéreo iraniano como violação do cessar-fogo, com resposta firme.
Contexto diplomático
Até o momento, autoridades dos EUA e de Israel não se pronunciaram sobre a atuação iraniana. O presidente Donald Trump afirmou, mais cedo, que os EUA ajudariam o Irã a desafogar o tráfego no estreito, com promessas de ação positiva e recursos para reconstrução.
O governo dos EUA e o Irã haviam concordado, na terça-feira (7), com uma trégua de duas semanas que prevê a reabertura da rota que manobra cerca de 20% da produção global de petróleo. Netanyahu afirmou apoio ao cessar-fogo, mas sem incluir o Hezbollah no Líbano.
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