- Uma nova galeria dedicada à arte iraniana contemporânea abriu em 28 de fevereiro no distrito de Pera, em Istambul, oferecendo uma plataforma física para artistas diante de sanções e instabilidade.
- A mostra inaugural Echoes reúne Shaqayeq Arabi e Fereydoun Ave, buscando conectar Teerã ao circuito internacional de arte.
- O anúncio original de uma grande exposição coletiva em janeiro foi adiado após protestos no Irã, desvalorização da moeda e queda de comunicação, deixando artistas indisponíveis.
- Sanções, dificuldades de visto, restrições de viagem e custos logísticos limitam exposições iranianas no exterior; Istambul é vista como opção viável.
- Mesmo com o cessar-fogo entre EUA e Irã, incertezas permanecem sobre planejar novas exposições, com a possibilidade de remanejar ou adiar o grupo previsto para maio.
Shiva Zahed Gallery, dedicada à arte iraniana contemporânea, abriu no distrito de Pera, em Istambul, no dia 28 de fevereiro. A inauguração Echoes reúne Shaqayeq Arabi, artista de instalação, e Fereydoun Ave, figura influente da cena iraniana. O lançamento ocorreu em meio a sanções, restrições de viagem e instabilidade no país.
A galeria nasceu com a ideia de conectar Teerã ao mundo da arte, ampliando o alcance de artistas que enfrentam obstáculos logísticos. A abertura foi adiada de 28 de janeiro para fevereiro, quando a presidente ficou indisponível e a comunicação no Irã ficou prejudicada.
Zahed, que se mudou para Istambul no ano passado, afirma que a cidade oferece vias mais simples para artistas iranianos, com menos entraves de visto e de frete. Ela também relata dificuldades de contato com criadores devido a interrupções frequentes de voos e à instabilidade institucional.
Desafios e incertezas
Antes da abertura reprogramada, muitos artistas ao redor do Irã estavam, segundo a fundador, em estado de pausa. A mostra inicial precisou ser adaptada para incluir criadores que já residem fora do país, como Ave, em Paris, e Arabi, em Dubai, para manter o projeto viável.
A situação internacional se complicou no mesmo dia da abertura, com o início de um conflito entre EUA e Israel contra o Irã. A pausa na normalização das relações e a continuidade de restrições de viagem mantêm o futuro da exposição incerto.
Zahed ressalta a responsabilidade de apresentar a arte iraniana ao mundo e manter espaço para artistas que, sem o circuito tradicional, poderiam ficar à margem. Ela afirma que a galeria nasce da necessidade de uma vitrine estável e global para o legado criativo iraniano.
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