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Trégua de duas semanas pode ser violada por interesses de Netanyahu, diz especialista

Especialista afirma que a trégua de duas semanas pode ser violada por interesses de Netanyahu, enquanto ataques iranianos atingem Tel Aviv, Jerusalém e a Cisjordânia

An Israeli air-defence system intercepts an Iranian missile flying towards Israel, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, as seen from Hebron, in the Israeli-occupied West Bank, April 7, 2026. REUTERS/Mussa Qawasma
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  • Mesmo após o cessar-fogo anunciado, mísseis vindos do Irã foram interceptados em Tel Aviv, Jerusalém e na Cisjordânia.
  • Países do Golfo, como Kuwait, Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, emitiram alertas e acionaram defesas aéreas; o Kuwait relata danos significativos a instalações petrolíferas, usinas de energia e estações de dessalinização.
  • O pesquisador Lier Ferreira afirma que a trégua de duas semanas pode ser violada por interesses de Benjamin Netanyahu, colega de governo de Israel, contribuindo para instabilidade na região.
  • Ferreira aponta que os Estados Unidos pressionam a Europa a entrar no conflito, mas as nações europeias permanecem com posição de não envolvimento.

O cessar-fogo entre Israel e facções na região, anunciado nesta semana, pode sofrer violações em função dos interesses do premiê Benjamin Netanyahu. Mesmo após o anúncio, fontes militares israelenses registraram lançamentos de mísseis em direção a Israel, reivindicados pelo Irã. Os projéteis foram interceptados em Tel Aviv, Jerusalém e na Cisjordânia.

Além disso, países do Golfo emitiram alertas e acionaram defesas aéreas. Kuwait, Bahrein, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos relataram danos e mobilização de sistemas de defesa. Segundo o governo kuwaitiano, houve danos materiais significativos a instalações petrolíferas, usinas de energia e estações de dessalinização.

Para o pesquisador Lier Ferreira, a trégua de duas semanas anunciada nesta terça-feira por Donald Trump ocorreu sem a concordância de Netanyahu, que, na visão dele, contribui para a instabilidade na região. O especialista aponta que os Estados Unidos enfrentam contradições com o principal aliado regional.

Ferreira observa ainda que há pressão norte-americana para que a Europa entre no conflito, mas os países europeus permanecem com posição de não envolvimento. Nesse cenário, a leitura é de que o acordo poderia oscilar conforme os interesses de Israel e de seus aliados.

O impacto da ofensiva ocorre em meio ao cerne do cessar-fogo acordado, com ataques registrados apesar da promessa de redução de hostilidades. A escalada já provoca preocupações sobre a possibilidade de uma expansão do conflito na região.

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