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Atual situação do cessar-fogo e do Estreito de Ormuz no Irã

O cessar-fogo entre EUA, Israel e Irã se complica com ataque ao Líbano e disputa sobre inclusão libanesa e reabertura do Estreito de Ormuz

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Foto: Redes Sociais
  • Teerã acusa Israel de violar o cessar-fogo ao lançar ataque massivo contra o Líbano, em meio a disputa sobre os termos do acordo.
  • Israel e os Estados Unidos afirmam que o Líbano não participa do cessar-fogo com o Irã, mesmo com a proposta de reabrir o Estreito de Ormuz.
  • O Paquistão, mediador, disse que o Líbano estava incluído no cessar-fogo; Israel declarou que ataques ao Hezbollah no país continuam.
  • Nesta quarta-feira, Israel realizou o que chamou de maior ataque ao Líbano desde o início da guerra; autoridades libanesas contabilizam ao menos 254 mortos e 837 feridos.
  • A Guarda Revolucionária do Irã informou queda acentuada na navegação pelo Estreito de Ormuz após os bombardeios; o vice-presidente dos EUA alertou que, se o Irã não cumprir abrir o estreito, o cessar-fogo pode ser encerrado.

A situação envolvendo o cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã permanece confusa e estável apenas em teoria. Teerã acusa Israel de violar o acordo ao lançar um ataque massivo contra o Líbano.

Washington e Jerusalém dizem que o Líbano não faz parte do cessar-fogo com o Irã, anunciado na noite de terça-feira (7), que previa ainda a reabertura do Estreito de Ormuz.

O acordo, segundo Teerã, prevê a suspensão de ataques em todas as frentes por duas semanas, incluindo o território libanês. O Paquistão, mediador, havia indicado que o Líbano estaria incluído; porém, o Exército de Israel informou que continuará atacando o Hezbollah no país.

Israel realizou nesta quarta-feira (8) o que classificou como o maior ataque ao Líbano desde o começo do conflito. Autoridades iranianas afirmaram que suas forças já definem alvos para resposta e alertaram que, se os EUA não contiverem Israel, o Irã atuará com força.

Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou que a navegação diminuiu drasticamente no Estreito de Ormuz após o bombardeio israelense ao Líbano, com relatos de trânsito interrompido.

Dados de rastreamento marítimo indicaram ausência de navios nesta quinta-feira (9), após indicações de retomada.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, reiterou que, caso o Irã não cumpra a promessa de reabrir o estreito, o cessar-fogo poderá ser encerrado. Em meio aos desdobramentos, surgem várias versões sobre os termos do acordo, gerando mais dúvidas sobre o que foi acordado.

Termos do cessar-fogo e negociações

Vance mencionou três propostas distintas de 10 pontos. A proposta inicial do Irã foi rejeitada pelos Estados Unidos; houve uma segunda versão que foi aceita por Trump; há ainda uma versão maximalista circulando nas redes. As informações sobre o conteúdo exato não são uníssonas entre as partes.

O presidente dos EUA, em rede social, afirmou que todos os navios, aeronaves, armas e militares americanos permanecem no entorno do Irã até que haja um acordo completo. Também disse que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto. Não houve confirmação sobre novos compromissos.

Nesta semana, o Paquistão informou que enviará uma missão ao Paquistão de negociadores dos EUA para tratar com o Irã. As conversas devem começar no sábado (11).

O presidente do Parlamento do Irã afirmou que partes da proposta iraniana foram violadas antes mesmo do início das negociações.

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