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Cessar-fogo e Estreito de Ormuz: panorama atual no Irã

Cessar-fogo entre EUA, Israel e Irã fica mais confuso após ataque de Israel ao Líbano; Irã acusa violação e Ormuz permanece sob tensão

Equipes de resgate procuram pessoas após um ataque israelense atingir um prédio residencial no bairro Corniche al Mazraa, em 8 de abril de 2026, em Beirute, no Líbano.
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  • Teerã acusa Israel de violar o cessar-fogo ao lançar um ataque massivo contra o Líbano; EUA e Israel dizem que o Líbano não está incluído no acordo divulgado na noite de terça-feira, que prevê a suspensão de ataques por duas semanas e a reabertura do Estreito de Ormuz.
  • Israel realizou nesta quarta-feira o maior ataque ao Líbano desde o início da guerra; autoridades libanesas dizem que pelo menos duzentos e cinquenta e quatro pessoas morreram e oitocentos e trinta e sete ficaram feridas.
  • O Irã avisa que, se os Estados Unidos não contiverem Israel, responderá com força; a Guarda Revolucionária Islâmica informou que a navegação pelo Estreito de Ormuz diminuiu drasticamente e parou após os bombardeios.
  • O Paquistão, mediador, afirma que o Líbano está incluído no cessar-fogo, em contraste com a posição de Israel, EUA e com versões do acordo que circulam.
  • Negociações para o cessar-fogo devem começar no sábado, em Islamabad; há relatos de três propostas de dez pontos, com divergência sobre o conteúdo do acordo.

Após anunciar um cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã, Teerã acusa Israel de violar o acordo ao lançar um ataque massivo contra o Líbano. Israel e EUA defendem que o Líbano não está incluído no entendimento divulgado na noite de terça-feira (7). O acordo previa suspensão de ataques por duas semanas, incluindo o território libanês, segundo Teerã. O Paquistão, mediador do conflito, disse que o Líbano estaria incluído no cessar-fogo, o que contraria a leitura de Israel.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, havia estimulado a imediata implementação do cessar-fogo com o envolvimento do Líbano. Já o Exército israelense reiterou que os ataques ao Hezbollah, no Líbano, continuariam. Nesta quarta-feira (8), Israel promoveu o que chamou de maior ataque contra o Líbano desde o início da guerra, segundo autoridades locais.

Autoridades libanesas afirmaram que, até o momento, pelo menos 254 pessoas morreram e 837 ficaram feridas em razão das ofensivas. Em resposta, o Iran afirmou que suas forças podem responder caso os EUA não contenham Israel, mantendo uma postura de retaliação caso haja continuidade das agressões.

Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou que a navegação pela via estratégica diminuiu fortemente e chegou a parar, após o bombardeio israelense ao Líbano. Rastreamento marítimo indicava que nenhum navio transitava pelo estreito no início desta quinta-feira, após relatos de retomada de tráfego com a aplicação do cessar-fogo.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse que, se o Irã não cumprir a promessa de reabrir o estreito, o cessar-fogo poderá ser encerrado. Observa-se um discurso plural sobre as opções de gestão da hidrovia, com divergências sobre o papel de pedágios ou de cooperação com o Irã.

Termos do cessar-fogo

Diversas versões do acordo aparecem em circulação. Vance mencionou três propostas distintas de 10 pontos: uma versão inicial iraniana, rejeitada pelos EUA; uma segunda, que teria sido aceita por Donald Trump; e uma versão mais rígida, que circula nas redes sociais.

Comentários de Trump

Trump afirmou que navios, aeronaves e militares dos EUA permanecerão em posições estratégicas ao redor do Irã até a conclusão de um acordo. O líder americano ressaltou que o Irã não pode obter armas nucleares e que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto e seguro.

Negociações no Paquistão

Os diplomatas norte-americanos, incluindo o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, deverão viajar a Islamabad para negociações com o Irã, previstas para começar no próximo sábado (11). O presidente do Parlamento iraniano afirmou que partes da proposta iraniana já teriam sido violadas antes do início formal das conversas.

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