- Irã encerrou o luto de quarenta dias pela morte do aiatolá Ali Khamenei com uma cerimônia em Qom, reunindo autoridades locais, Judiciário, forças de segurança e governo.
- O memorial no santuário Hazrat Masoumeh reafirmou lealdade ao novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho de Khamenei, e fechou o ciclo de luto com as bandeiras voltando a ser hasteadas.
- Durante o ato, houve apoio ao governo iraniano e à posição do país em negociações de cessar-fogo, com menção ao chefe de inteligência do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, Majid Khademi, cuja morte foi confirmada.
- O clérigo Hossein Aghamiri afirmou que o povo continuará mobilizado nas ruas, citando condições para uma possível trégua com os Estados Unidos.
- O Irã já vinha enfrentando tensões regionais, incluindo o bloqueio do estreito de Ormuz; o governo suspendeu a travessia no estreito em oito de abril, menos de vinte e quatro horas após a entrada em vigor do cessar-fogo anunciado pelos EUA.
Pelo fim do luto de 40 dias pela morte do aiatolá Ali Khamenei, o Irã realizou cerimônia em Qom, marcada pela homenagem ao líder mártir e pelo reforço de apoio a Mojtaba Khamenei, filho do antecessor. A iniciativa ocorreu após ataque que, segundo a imprensa iraniana, matou o chefe de inteligência do IRGC.
O encerramento formal do luto foi anunciado por autoridades iranianas, mantendo, porém, o significado simbólico do período. A cerimônia reuniu autoridades locais, integrantes do Judiciário, forças de segurança e representantes do governo, conforme a agência IRNA.
O memorial ocorreu no santuário de Hazrat Masoumeh, um dos principais centros religiosos do país. A presença de autoridades provinciais enfatizou a lealdade ao novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, conforme divulgado pela imprensa estatal.
Participantes manifestaram apoio ao governo em temas de segurança e política externa, incluindo a posição do Irã em negociações de cessar-fogo. Referências também foram feitas a Majid Khademi, chefe de inteligência do IRGC, cuja morte foi confirmada recentemente.
Durante o evento, o clérigo Hossein Aghamiri afirmou que a mobilização popular deve continuar. Em tom duro, o discurso indicou condições para trégua com Estados Unidos, sem detalhar os termos.
A morte de Ali Khamenei, anunciada pela mídia estatal, ocorreu após ataque aéreo contra residência e escritório em Teerã, no início da ofensiva militar iniciada em 28 de fevereiro. O Irã vive transição de liderança desde então, com Mojtaba assumindo o cargo.
O país também enfrenta tensões regionais, com o estreito de Ormuz sob bloqueio temporário. A medida foi adotada pelo governo iraniano na quarta-feira, mesmo após anúncio de cessar-fogo. A situação geopolítica permanece instável e de alto interesse internacional.
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