- O chefe da Agência de Energia Atômica do Irã, Mohammad Eslami, afirmou que não haverá restrições ao enriquecimento de urânio pelo país.
- Ele disse que as exigências dos Estados Unidos e de Israel “não vão se concretizar”, segundo a agência de notícias ISNA.
- As declarações coincidem com negociações entre Irã e Estados Unidos, mediadas pelo Paquistão, previstas para o fim da semana.
- A questão do enriquecimento tem sido central nas relações entre Irã e o Ocidente há mais de duas décadas, com Washington e seus aliados acusando o país de buscar armas nucleares.
- Antes do conflito do ano anterior, o Irã enriquecia urânio a sessenta por cento; o Planeta Terra diz que centenas de quilos de urânio fortemente enriquecido permanecem desaparecidos após ataques.
O chefe da energia nuclear do Irã afirmou nesta quinta-feira que não haverá restrições ao programa de enriquecimento de urânio do país. A declaração chegou pouco antes de negociações entre Irã e Estados Unidos, mediadas pelo Paquistão, no fim de semana.
Mohammad Eslami, presidente da Agência de Energia Atômica Iraniana, disse à ISNA que as exigências dos adversários são apenas desejos que não se concretizarão. Ele reforçou que as ações dos inimigos, incluindo a guerra, não surtiram efeito.
O tema do enriquecimento tem sido central nas relações entre o Ocidente e o Irã por mais de duas décadas. Washington e seus aliados acusam Teerã de buscar armamento nuclear, o que o Irã nega, afirmando que o programa é pacífico.
Contexto recente
Nos últimos anos, o Irã intensificou o enriquecimento, chegando a 60% de pureza em alguns momentos, acima do limite de 3,67% do acordo de 2015 que hoje está suspenso. A diplomacia tem buscado frear esse avanço.
As tensões aumentaram após ataques a instalações nucleares durante conflitos na região. As partes envolvidas reivindicam resultados diferentes das negociações e avaliam próximos passos de modo separado das atividades técnicas no centro nuclear de Natanz.
Relatos indicam ainda que parte de material altamente enriquecido pode ter ficado sem localização exata após ataques anteriores. Observadores acompanham o desenrolar dos esforços para mapear o material remanescente.
O Irã continua afirmando que o programa tem finalidade civil. A comunidade internacional monitora de perto as atividades na rede de instalações nucleares, incluindo Natanz, onde o complexo nuclear permanece no centro das atenções.
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