- O vice‑ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, disse que o Irã garantiria passagem segura pelo estreito de Ormuz se os EUA interromperem a agressão.
- A segurança no estreito depende da redução das tensões; o Irã quer manter a navegação pacífica dentro do direito internacional e discutirá com a comunidade internacional um protocolo para evitar o uso militar da rota.
- A fala ocorre após ataques de Israel no Líbano, um dia após o cessar‑fogo anunciado por Estados Unidos e Irã; o Líbano afirma mais de 250 mortos e mais de 1.000 feridos.
- Khatibzadeh afirmou que o Hezbollah cumpriu o cessar‑fogo e descreveu o grupo como movimento de libertação libanês; o Irã disse ter enviado uma mensagem cristalina aos EUA: escolher entre guerra e cessar‑fogo.
- O Irã pretende monitorar desdobramentos no Paquistão e mantém expectativa de avanço diplomático, embora haja ceticismo quanto a um acordo permanente com os EUA.
O Irã disse que a passagem segura no estreito de Ormuz depende da redução das tensões com os Estados Unidos. O país afirma que a navegação pode ser garantida dentro do direito internacional, desde que haja menor hostilidade na região.
O posicionamento foi divulgado pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Saeed Khatibzadeh, em entrevista à BBC Radio 4 nesta quinta-feira. A mensagem chega após ataques de Israel no Líbano, num momento de cessar-fogo entre EUA e Irã.
Segundo o diplomata, o Irã defende que o estreito permaneça pacífico e que Omã também tenha participação na gestão da rota. A ideia é discutir com a comunidade internacional um protocolo para evitar uso militar da rota por embarcações hostis.
Desdobramentos
Khatibzadeh classificou os ataques de Israel no Líbano como grave violação, e citou números do Líbano de mortos e feridos. O Hezbollah foi apontado pelo Irã como tendo cumprido o cessar-fogo, enquanto Telaviv afirmou que o ataque visou o grupo.
O vice-ministro afirmou que o Irã enviou uma mensagem clara aos EUA, ressaltando a necessidade de escolher entre guerra e cessar-fogo. Segundo ele, não é viável defender uma trégua ao mesmo tempo em que se apoia ações militares na região.
Sobre o trânsito marítimo, o Irã planeja discutir com Omã e com a comunidade internacional um protocolo de segurança para a navegação no estreito, evitando a presença de forças militares hostis na área.
Khatibzadeh afirmou estar cético quanto a um acordo permanente com os EUA, acusando Washington de usar as negociações para justificar ações militares. Questionado sobre o Paquistão, ele disse que o Irã acompanhará os desdobramentos de perto.
Apesar das críticas, o vice-ministro disse manter a esperança de avanço diplomático e de um entendimento que atenda aos interesses nacionais iranianos e regionais.
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