- Israel intensifica ataques no Líbano, atingindo áreas ao sul de Beirute e outras cidades, com mais de 250 mortos.
- EUA dizem que a trégua não cobre o território libanês; Irã não suspendeu o bloqueio do estreito de Ormuz; Paquistão atua como mediador em negociações com os EUA.
- Paquistão planeja cessar-fogos para Líbano e Iêmen, a serem discutidos nas próximas negociações; Reino Unido e França defendem extensão da trégua ao Líbano.
- Líbano decretou dia de luto nacional e fechou repartições públicas; famílias buscam entes queridos nos hospitais de Beirute.
- Hezbollah afirma retomar ataques após o cessar-fogo, com disparos ao longo da fronteira, enquanto civis enfrentam destruição e resgates nos escombros.
Israel intensificou os ataques ao Líbano, colocando em risco o cessar-fogo no Oriente Médio. A ofensiva deixou mais de 250 mortos e fez o Líbano decretar luto nacional. Operações incluíram ataques a partir de Beirute e ao sul do país.
O governo libanês fechou repartições públicas e pediu solidariedade à população. Testemunhas relatam danos em áreas residenciais próximas a Beirute, com civis entre as vítimas e feridos retidos sob escombros durante a noite.
O Hezbollah afirmou retomar ataques após anunciar interrupção sob o cessar-fogo, com disparos transfronteiriços pela manhã contra forças israelenses. Combates também foram registrados em cidades do sul do Líbano.
Contexto internacional e desdobramentos
Washington informou que a trégua anunciada pelo governo dos EUA não cobre o território libanês. Contudo, Teerã e Islamabad defendem que o acordo previa extensão ao Líbano.
Negociadores iranianos devem partir nesta quinta-feira para o Paquistão, para as primeiras negociações de paz, a serem realizadas com delegação dos EUA no sábado. Paquistão atua como mediador na região.
As mudanças na trégua ocorrem em meio a interrupções no fornecimento de energia global, com preços do petróleo alcançando patamares elevados devido a tensões na região. O Irã declarou que não haverá acordo enquanto Israel atacar o Líbano.
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