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OTAN mantém posição após talks Rutte-Trump em cessar-fogo frágil com Irã

Após reunião entre Rutte e Trump, a NATO mantém posição diante de cessar-fogo com o Irã, enquanto divergências entre aliados fragilizam a aliança

Secretary of State Marco Rubio, right, and NATO Secretary General Mark Rutte, left, depart a photo opportunity at the State Department, April 8, 2026, in Washington.
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  • Duas semanas de cessar-fogo entre EUA e Irã aumentam a tensão global e deixam o cenário regional instável.
  • Reunião entre Mark Rutte e Donald Trump em Washington não conseguiu reduzir a pressão sobre a Otan nem esclarecer posição dos aliados em relação ao estreito de Hormuz.
  • Trump afirmou ter sido “bastante frustrado” com alguns aliados europeus, enquanto a maioria dos europeus foi considerada útil pela Otan pelo líder da organização.
  • Na região, o conflito em Líbano cruzou o objetivo do cessar-fogo, com ataques israelenses deixando centenas de mortos e feridos, conforme o Ministério da Saúde do Líbano.
  • Reações internacionais incluem votos de apoio de líderes europeus e planos de ações futuras dos EUA, com Vance liderando delegação a Pakistan para talks com o Irã e Macron pedindo inclusão de Líbano no acordo.

O acordo de trégua de duas semanas entre Washington e Teerã, fechado na terça-feira, mantém o mundo em alerta diante de tensões na região. Acordos de cessar-fogo ainda são contestados por todas as partes, elevando a incerteza sobre a região.

Em Washington, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, manteve encontro de mais de duas horas com o presidente Donald Trump. O resultado não abriu passagem para o estreito de Hormuz e houve críticas de parte dos aliados ao cumprimento de compromissos na operação contra o Irã.

Rutte afirmou à CNN que Trump ficou claramente descontente com várias nações da aliança, mas ressaltou que a grande maioria europeia tem colaborado. O chefe da OTAN também destacou que, mesmo com falhas de alguns, a cooperação dos europeus foi significativa.

O tom de ameaça de Trump sobre a saída da aliança persiste, enquanto divergências com aliados sobre a participação no conflito no Irã se intensificam. O ex-embaixador dos EUA na OTAN, Ivo Daalder, classificou o momento como a maior crise enfrentada pela aliança.

Entre os desdobramentos, permanece em negociação a leitura do acordo com o Irã, com dúvidas sobre envolvimento de Líbano. Israel realizou nova ofensiva no Líbano, causando dezenas de mortes e centenas de feridos, segundo o ministério da saúde libanês.

O presidente iraniano Massoud Pezeshkian, em telefonema com o francês Emmanuel Macron, enfatizou a necessidade de cessar fogo no Líbano como condição de sua proposta de dez pontos. Já o vice-presidente dos EUA, J D Vance, negou a inclusão do Líbano no pacto.

Vance liderará delegação dos EUA a Paquistão para tratar de questões com o Irã, a partir de sábado. Reações internacionais às ofensivas israelo-libanesas incluem observações da alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, sobre a escalada.

Líderes europeus também comentaram o tema. O ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prévot, manifestou-se perto de Beirute, afirmando que o cessar-fogo deve contemplar o Líbano. Espanha e outros países acompanham os desdobramentos.

Outros destaques: dois franceses deixaram prisões iranianas após quase quatro anos, recebidos pelo presidente Macron em Paris. Nova revelação: uma operação de hackers ligados ao GRU russo teria atacado redes governamentais e infraestrutura crítica.

  • Valdis Dombrovskis, comissário europeu, participa de reunião com parlamentares da UE sobre economia.
  • A premiê italiana Giorgia Meloni fala ao parlamento sobre a situação no país.

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