- Reino Unido e Noruega anunciaram patrulhas navais conjuntas para proteger cabos submarinos contra a Rússia no Atlântico Norte, com uma flotilha de ao menos 13 navios de guerra.
- A operação visou monitorar atividades russas próximas a infraestrutura subaquática, durante mais de um mês, com uma fragata, aeronaves e centenas de pessoas envolvidas.
- Segundo o secretário de Defesa britânico, a missão acompanhou um submarino de ataque russo e dois submarinos espiões antes de os navios se retirarem.
- Healey afirmou que a mensagem a Moscou é de que qualquer dano aos cabos e oleodutos terá consequências sérias, e que não se tolerará tais ações.
- A iniciativa ocorre em meio a preocupações com a atividade naval russa na região e a existência de um suposto “porto-voz” de frota submarina que opera sob sanções internacionais.
Britain e Noruega anunciaram patrulhas navais conjuntas para proteger cabos submarinos de possíveis ações russas no Atlântico Norte. A operação envolve uma força de ao menos 13 navios de guerra e foco na infraestrutura crítica de comunicações e energia.
O Ministério da Defesa do Reino Unido informou que a operação visa deter submarinos russos com atividade potencialmente maliciosa, no norte do Atlântico. Um porta-aviões, navios de superfície, aeronaves e centenas de militares participaram do monitoramento.
O secretário de Defesa britânico afirmou que uma armaada de guerra monitorou um submarino de ataque russo e dois submarinos espiões próximos a infraestruturas submersas, ao norte das ilhas britânicas, ao longo de mais de um mês. Não foram detalhadas as localizações exatas.
Healey declarou que a Rússia não deve supor distração causada por conflitos no Oriente Médio, reiterando que o principal risco à segurança do Reino Unido e aliados é a atividade de Moscou. Ele acrescentou que a vigilância continua.
Segundo o governo britânico, em março concluído, as forças já estavam preparadas para tomar medidas contra embarcações associadas a uma chamada “frota sombra” de navios que operam sob sanções, especialmente no transporte de petróleo.
A aliança naval Reino Unido-Noruega foi firmada após encontros entre os primeiros-ministros Keir Starmer e Jonas Gahr Støre. A meta anunciada é manter pelo menos 13 navios atuando no norte da NATO para monitorar e proteger o tráfego marítimo.
Noruega assinou um acordo de defesa com o Reino Unido para ampliar a cooperação no âmbito naval. O ministro da Defesa da Noruega afirmou que a parceria permite responder de forma conjunta a ameaças no setor de infraestruturas críticas.
As informações oficiais apontam que os cabos submarinos na região têm sido alvo de ações associadas à Russia, com impactos reportados na segurança de comunicações europeias. Autoridades destacam a importância de proteger redes vitais.
Analistas citados pela imprensa ressaltam o contexto de ataques cibernéticos e intervenções híbridas. A operação conjunta surge no âmbito de uma postura mais proativa frente a atividades percebidas como agressivas no espaço marítimo próximo ao território europeu.
Dados de autoridades indicam aumento de atividade naval russa nas águas britânicas nos últimos dois anos, em meio a tensões ligadas à guerra na Ucrânia e a sanções internacionais. A vigilância continua como medida preventiva.
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