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Trump volta a criticar a OTAN, dizendo que é decepcionante

Trump volta a criticar a OTAN, reitera possível saída dos EUA e cita Groenlândia como alvo de pressão, enquanto aliados avaliam consequências

US President Donald Trump speaks with reporters in the James Brady Press Briefing Room at the White House, 6 April, 2026
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a OTAN, após reunião a portas fechadas com o secretário-geral da aliança, Mark Rutte, em Washington.
  • Trump afirmou nas redes sociais que a OTAN “não esteve lá quando precisou” e que pode não estar no futuro, mencionando Greenland como lembrete de uma possível intervenção.
  • Rutte relatou a imprensa que a conversa foi franca e aberta, mas não respondeu diretamente se Trump havia dito que deixaria a OTAN.
  • A imprensa norte-americana informou que, além de revisar uma retirada, Trump poderia punir membros da OTAN que considere não cooperativos, com a possível saída de tropas de seus países.
  • O cenário acontece após um cessar-fogo frágil entre EUA e Irã e envolve tensões sobre o apoio de aliados na guerra na região, além de discussões sobre o papel dos EUA na aliança.

Donald Trump voltou a criticar a aliança da OTAN, após sugerir novamente a possibilidade de retirar os EUA do bloco em meio a tensões sobre a guerra no Irã. O desentendimento ocorreu após reunião a portas fechadas com o secretário-geral da OTAN, em Washington, na véspera de novas declarações públicas do presidente.

Em declarações feitas na rede social Truth Social, Trump afirmou que a OTAN não esteve ao lado dos EUA quando necessário, insinuando que também poderia não apoiar caso haja nova necessidade. A menção a Groenlândia, descrita por ele como um território de difícil gestão, reacendeu o debate sobre a soberania norte-americana sobre a região.

A reunião entre Trump e o ex-primeiro-ministro holandês Mark Rutte, que atua como secretário-geral interino da OTAN, ocorreu de portas fechadas. Rutte disse ter sido uma conversa franca e aberta, sem confirmar se houve indicação de saída do bloco por parte do presidente americano. A Casa Branca informou que Trump poderia discutir a saída com o secretário-geral em breve.

Contexto e desdobramentos

O jornal The Wall Street Journal reportou que, além da possibilidade de saída, o governo americano estuda punir alguns aliados com a retirada de tropas, caso considerem pouco colaborativos na condução das operações contra o Irã ou na geopolítica da região. O assunto surge em meio a um cessar-fogo frágil entre EUA e Irã, anunciado recentemente.

Anteriormente, Trump já havia chamado a OTAN de “tigre de papel” por não liderar esforços para abrir o Estreito de Ormuz ou ampliar o uso de bases americanas pelos aliados. Em outros momentos, ele criticou personalidades de lideranças europeias, sem confirmar mudanças formais no alinhamento estratégico.

A reunião de Washington ocorreu um dia após acordos entre EUA e Irã para um cessar-fogo de duas semanas. Além de discutir o Irã, a dupla tratou de Rússia, Ucrânia e as responsabilidades da OTAN na região. O encontro também envolve planejamentos com o pentágono para próximos passos da aliança.

Desdobramentos políticos

Rutte tem sido apontado como articulador para manter a posição dos EUA junto à OTAN, buscando equilibrar pressões de Trump. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, participou de conversas com o secretário-geral da OTAN para tratar de cooperação e de estratégias comuns diante dos conflitos na região.

A dinâmica entre a Casa Branca, a OTAN e os aliados permanece em foco, com observadores acompanhando se Trump adotará medidas de afastamento ou apenas redirecionará políticas de defesa. Em Washington, o tema continua sob avaliação estratégica e diplomática.

Observações finais

Apesar das mudanças de tom, a possibilidade de retirada total exigiria aprovação do Congresso, segundo relatos de veículos de imprensa. Analistas destacam que a depender de novos planos, seriam necessários mecanismos legais e apoio político para alterar o compromisso dos EUA com a aliança. As informações sobre as negociações permanecem em desenvolvimento.

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