- Ursula von der Leyen planeja levar a questão dos supostos vazamentos da Hungria para a Rússia aos líderes da União Europeia.
- A Comissão Europeia afirma que houve envolvimento direto do governo húngaro com a Rússia, sugerindo atuação contra a segurança e os interesses da UE.
- A notícia surge após novas revelações sobre conversas entre o ministro das Relações Exteriores da Hungria e o governo russo sobre votações e sanções da UE.
- Enquanto Orbán enfrenta pesquisas de opinião desfavoráveis, Bruxelas busca esclarecer os relatos durante período eleitoral na Hungria.
- Um grupo de dez eurodeputados enviou carta pedindo limites ao acesso de alguns legisladores pró-Rússia a informações sensíveis.
Ursula von der Leyen pretende levar à cúpula da União Europeia as alegações de que a Hungria vazaria informações para a Rússia. A informação veio à tona após novas revelações, e a presidente da Comissão Europea vê o caso como grave. O objetivo é esclarecer se um Estado-membro está atuando contra a segurança e os interesses da UE e de seus cidadãos.
As denúncias foram lançadas em meio às tensas relações entre Budapeste e a UE, em um momento em que Viktor Orbán enfrenta um pleito eleitoral. A chancela da Hungria está a apenas dias de uma votação em 12 de abril, com Orbán em desvantagem nas pesquisas.
Contexto político
Fontes da Comissão indicam que, se comprovado, o vazamento indica coordenação com a Rússia, o que aumenta a preocupação com a segurança institucional. O pedido é que o governo húngaro se explique com urgência e respeite o princípio de cooperação sincera entre os Estados-membros.
Da parte de Budapest, as alegações surgem num cenário de retórica anti-Europa e anti-Ucrânia na campanha, além de divergências com a liderança da UE sobre sanções e ajuda a Kiev. A posição de Orbán tem sido alvo de críticas de colegas europeus.
Desdobramentos diplomáticos
A Comissão já pediu esclarecimentos formais às autoridades húngaras, buscando transparência sobre as denúncias. Além disso, uma equipe interna avalia o potencial impacto na confiança entre as instituições da UE e na cooperação para decisões comuns.
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