- A Bafta pediu desculpas depois de uma revisão independente que apontou falhas estruturais na forma como a organização tratou um incidente relacionado ao Tourette’s durante a premiação deste ano.
- A avaliação concluiu que houve fraquezas no planejamento, nos procedimentos de escalonamento e na coordenação de crises, além da ausência de uma cadeia de comando operacional clara.
- Não houve evidência de intenção maliciosa por parte das pessoas envolvidas, apesar do slur ter ido ao ar na televisão após um atraso de duas horas.
- A Bafta pediu desculpas à comunidade negra, à comunidade das pessoas com deficiência e a todos os presentes e telespectadores, destacando que o ocorrido manchou o momento de celebração.
- Questiona-se por que as imagens permaneceram disponíveis no BBC iPlayer por cerca de 15 horas após a cerimônia.
Bafta pediu desculpas após uma avaliação independente identificar falhas organizacionais na forma como lidou com um incidente relacionado ao Tourette’s durante a cerimônia deste ano. O episódio envolveu John Davidson, produtor executivo e ativista, que participou do evento após o filme I Swear ter sido premiado.
O relatório concluiu que houve várias fraquezas estruturais no planejamento, nos procedimentos de escalonamento e na coordenação de crise. Também apontou que a organização não compreendeu plenamente o risco de uma aparição ao vivo, sinais precoces não foram escalados e faltou uma cadeia de comando operacional clara para responder ao ocorrido.
Não houve evidência de intenção maliciosa por parte de quem organizou o ato, segundo a apuração. A empresa pediu desculpas profundas à comunidade negra, à comunidade com deficiência, incluindo pessoas com síndrome de Tourette, aos convidados e à audiência em casa, destacando que o momento de celebração foi ofuscado pelo episódio.
O relatório levanta ainda questões sobre a disponibilidade da gravação do incidente no BBC iPlayer por 15 horas após a cerimônia. Em entrevista separada, Davidson explicou que não houve intenção por trás dos tiques, descrevendo a condição como um sintoma e reiterando que o que foi ouvido não reflete suas crenças.
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