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Chefe do Exército alemão analisa futuro da guerra e campo de batalha vidro

Chefe do Exército alemão diz que guerra do futuro será definida por dados, velocidade e sistemas digitais, com dissuasão reforçada na fronteira lituana

Freuding speaks with a soldier during his visit to the Army’s Rapid Reaction Element (SRE) in Holzdorf on 28 November 2025
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  • A guerra moderna depende da velocidade de processamento de dados: sensores, drones e satélites geram fluxo contínuo de informações, com vantagem para quem processa mais rápido. A Bundeswehr chama isso de “guerra centrada em dados” (data-centric warfare).
  • A tendência é que a informação flua de ponta a ponta, do sensor inicial ao efeito no campo de batalha, tornando a digitalização essencial para o sucesso.
  • A Alemanha planeja fortalecer capacidades com mísseis de loitering e ampliar a defesa aérea, engenharia e logística para manter a prontidão de combate, indo além do equipamento isolado.
  • A primeira unidade a receber os novos sistemas será a 45.ª Brigada de Tanques de Combate, em Lituânia, com implantação prevista de cerca de 4.800 militares e 200 funcionários civis até 2027 para ampliar a dissuasão na frente leste da OTAN.
  • Freuding ressalta que a dissuasão resulta da combinação de prontidão, crescimento de pessoal e material, e inovação contínua, afirmando que a ameaça é real e o objetivo é “prevalecer” e vencer.

A defesa alemã reforça que o campo de batalha está se tornando mais transparente, com drones, sensores e satélites gerando dados em tempo real. O chefe do Exército Alemão, o General de Brigada Christian Freuding, diz que a velocidade de processamento decide quem vence.

Ele explica que operações modernas dependem de dados mais do que de armas isoladas. O Bundeswehr trabalha com a ideia de guerra centrada em dados, em que a informação funciona como munição central, influenciando decisões em tempo recorde.

Freuding afirma que o fluxo de informações precisa atravessar todo o sistema, do sensor inicial ao efeito no campo de batalha, desde o nível de corpo de tropas até o operacional. A digitalização deixa de ser opção para se tornar requisito de eficácia.

Dados e previsões estratégicas

Segundo o chefe, é essencial que a missão avance com sistemas de comando e informação capazes de processar grandes volumes de dados, com apoio de inteligência artificial. Desde a invasão da Ucrânia, a Bundeswehr passou por uma reformulação acelerada.

O militar destaca que o problema não é apenas a falta de material, mas a ausência de capacidades de combate integradas. Tanques sozinhos não geram poder de combate sem pessoal treinado, comando sólido e logística robusta.

A ofensiva tecnológica inclui mísseis de loitering, que pairam no alvo antes de agir, com custos menores e maior precisão. Freuding vê nessa linha uma nova era para operações de longo alcance.

Implementação prática e cronograma

O conceito ganhou celeridade: após autorizações iniciais em 2024, o Inspector General Carsten Breuer aprovou o planejamento. Em seis meses, já havia bases definidas, com compras previstas para 2025 e até três dígitos de unidades.

Com financiamento de 25 milhões de euros autorizados em fevereiro de 2026, a aquisição em grande escala deve ocorrer a partir de outubro de 2026. A primeira unidade a receber os sistemas será a 45ª Brigada Blindada, na Lituânia, para reforçar a presença do leste europeu.

A brigada de cerca de 4.800 soldados, acompanhados de 200 funcionários civis, ficará em Rūdninkai, a aproximadamente 30 quilômetros da fronteira com a Bielorrússia, até 2027. O objetivo é fortalecer a dissuasão no flanco oriental da OTAN.

Desafios domésticos e lições da guerra

Para Freuding, o aumento rápido da brigada requer realocação de pessoal e reposição de equipamento de unidades existentes, um processo descrito como necessário, ainda que doloroso. A ideia é fechar lacunas de prontidão e capacidades nos próximos anos.

As lições da guerra na Ucrânia influenciam a estrutura e o treinamento da Bundeswehr na Lituânia, bem como o desenvolvimento mais amplo da força na Alemanha. O objetivo é transformar a força em um núcleo de dissuasão duradoura, com tecnologia, logística e gestão de informações em nível elevado.

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