- Espanha afirma que passagem pelo Estreito de Hormuz está fora do âmbito da NATO, enquanto Trump aumenta a pressão sobre aliados.
- O ministro espanhol de Relações Exteriores, José Manuel Albares Bueno, disse que a NATO não participa da guerra e que aliados não foram informados nem consultados.
- Espanha assinou, nesta semana, uma declaração conjunta de líderes para contribuir com a garantia da liberdade de navegação no Estreito de Hormuz.
- O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, busca formar uma missão para garantir passagem livre, mas isso exigiria consenso entre 32 membros, o que pode não ocorrer devido a posições de alguns aliados.
- O Reino Unido trabalha na formação de uma coalizão de mais de 40 países para restaurar a navegação; Trump já discutiu com líderes planos práticos para o objetivo.
O Strait of Hormuz pode continuar fora do alcance direto da NATO, segundo o ministro espanhol de Relações Exteriores, José Manuel Albares Bueno. Em meio a cobranças de Washington por apoio à abertura da passagem, Madrid afirma que a missão de segurança não cabe à aliança transatlântica.
Albares afirmou ao Senado espanhol que a NATO não está envolvida no que chamou de “guerra” e que nem ele nem aliados foram informados ou consultados sobre a ação. O país critica a intervenção contra o Irã e chegou a fechar o espaço aéreo a aviões americanos ligado ao conflito.
O governo espanhol, contudo, assinou recentemente uma declaração conjunta de líderes, comprometendo-se a contribuir para a garantia da liberdade de navegação no estreito. A posição de Espanha difere de pedidos dos EUA por uma participação mais direta da NATO.
Diplomacia em movimento
Enquanto a NATO busca incentivar uma missão especializada para assegurar tráfego livre no Hormuz, o secretário-geral Mark Rutte manteve conversas com os aliados para viabilizar uma resposta coletiva. A viabilidade de uma missão depende de consenso entre 32 Estados-membros.
Críticos destacam que o estreito, sob controle iraniano, favorece táticas de guerra assimétrica e aumenta riscos para navios, armadores e seguradoras. Nos últimos dias, Trump elevou ameaças de retirar os EUA da aliança ou tomar ações unilaterais.
O presidente dos EUA também reforçou pressão pública sobre aliados para ativar ativos militares. Em paralelo, Rutte e líderes de outros países avaliam caminhos que contornem barreiras legais ou institucionais da NATO para responder à crise.
Contexto internacional
Especialistas apontam que a NATO historicamente pode ampliar mandato em situações excepcionais, mas requer consenso entre os seus membros. Enquanto alguns veem potencial de apoio internacional, outros ressaltam limitações legais e políticas.
O Reino Unido está buscando formar uma coalizão de nações dispostas a restaurar a liberdade de navegação. O governo de Keir Starmer afirma trabalhar em um plano prático, sem detalhar publicamente esse acordo.
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