- Em artigo de opinião, Ehud Olmert afirma que os objetivos centrais da guerra não foram atingidos: o regime iraniano não caiu, urânio enriquecido permanece no Irã e o Estreito de Hormuz continua sob controle iraniano, mas ainda há chance de paz.
- A ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel, em 28 de fevereiro, foi poderosa, rápida e bem-sucedida, segundo o texto, eliminando vários líderes da liderança iraniana, incluindo o Ayatollah Khamenei.
- Mesmo com os golpes, o regime iraniano permanece estável e o urânio enriquecido continua sob controle do governo; não há indicação de transferência para outra entidade aceita por Washington e Jerusalém.
- O Estreito de Hormuz permanece sob influência iraniana, com o Irã tendo poder de decidir quando abrir a passagem para o petróleo; ainda não houve abertura livre do estreito, e há reivindicação de incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo.
- O artigo sugere que, ao término de duas semanas de cessar-fogo, pode haver extensão do acordo e eventual retorno a uma situação próxima ao pré-golpe, mas questiona se houve avanços significativos para justificar a guerra, e aponta a possibilidade de negociação sobre o programa nuclear para um enquadramento de segurança.
Um artigo de opinião de Ehud Olmert, ex-primeiro ministro de Israel, analisa os desdobramentos de uma ofensiva conjunta EUA-Israel contra o Irã e avalia se há espaço para paz, mesmo após o que ele descreve como impactos significativos na liderança iraniana e na infraestrutura regional.
Olmert sustenta que os objetivos centrais da guerra não foram atingidos: o regime iraniano não caiu, o urânio enriquecido permanece sob controle de Teerã e a autoridade sobre o Estreito de Hormuz continua nas mãos do Irã. Ainda assim, ele aponta para uma possível abertura para negociações futuras.
Em artigo para a Euronews, o ex-chefe de governo aponta que a ofensiva aérea conjunta, ocorrida em 28 de fevereiro, foi rápida e contundente, diz ter eliminado líderes iranianos de alto escalão e descreve impactos sobre a capacidade militar iraniana, incluindo a força aérea e a marinha. Também afirma que civis em Israel teriam buscado abrigo diante de ataques.
Segundo Olmert, desde o cessar-fogo temporário de duas semanas, o Irã teria sobrevivido politicamente, com uma liderança que permanece firme e radical. O texto sustenta que o regime pode manter o controle estratégico do Estreito de Hormuz, influenciando condições de passagem e preços do petróleo.
O artigo discute ainda o status do programa nuclear iraniano, enfatizando a continuidade de capacidades de enriquecimento. Também aponta tensões contínuas na região, com ataques israelenses a alvos no Líbano e em Israel, bem como respostas percebidas de Teerã a partir de lançamento de mísseis.
Entre as propostas, Olmert sugere que, caso haja continuidade da intervenção internacional, pode haver uma forma de paz no Médio Oriente, incluindo a formação de uma força multinacional para garantir governança em Gaza e cooperação para normalização entre IsraeI e países árabes. O texto menciona a possibilidade de negociações com a Autoridade Palestina.
O autor imagina que, se o presidente dos EUA, parte da linha de Trump, retomar a iniciativa de mediação, Netanyahu poderia ser levado a negociar com a Autoridade Palestina para um acordo de dois estados. Também aponta que tal movimento poderia favorecer normalizações futuras com a Arábia Saudita e outras nação do setor.
O artigo encerra destacando a influência dos EUA na agenda regional e sugerindo que, mesmo que nem tudo seja alcançado, a tentativa de paz no Médio Oriente pode ter impactos significativos. Olmert conclui que a possibilidade de avançar depende de negociações sobre o programa nuclear iraniano e de acordos de gestão regional.
Fonte: Euronews publicou o artigo de Ehud Olmert, que aborda os desdobramentos da crise entre EUA, Israel e Irã e discute cenários de paz para o Médio Oriente.
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