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Fornecedor italiano de armas admite culpa por vender munição à Rússia em tribunal dos EUA

Gerente de vendas de distribuidor italiano admite ter criado rede para reexportar munição dos EUA a Rússia via Quirguistão, burlando licenças de exportação

US Department of Justice Coat of Arms
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  • Um gerente de vendas de um grande distribuidor italiano de armas confessou, em tribunal dos EUA, ter exportado ilegalmente munição fabricada nos Estados Unidos para a Rússia via Quirguistão, usando empresas de fachada para driblar restrições.
  • Gruber admitiu conspiração para violar controles de exportação; mais de US$ 540 mil em munição foram reexportados da Itália para Quirguistão e depois enviados à Rússia.
  • Não houve licença para exportação nem reexportação; as licenças do Departamento de Comércio exigiam que a munição permanecesse na Itália.
  • O cúmplice Sergei Zharnovnikov, baseado no Quirguistão, foi condenado a 39 meses de prisão em janeiro por violações à lei de controle de exportação.
  • Gruber aguarda a sentença, cuja pena máxima para a conspiracão é de até cinco anos; autoridades destacam o compromisso de permitir a aplicação das normas de exportação.

Um gerente de vendas de um grande distribuidor italiano de armas admitiu, em tribunal dos EUA, ter criado uma rede de empresas para driblar controles de exportação e vender munição dos EUA para a Rússia via Quirguistão. Ação ocorreu no Distrito Leste de Nova York.

Gruber afirmou nesta terça-feira, 30 de março, perante a juíza Taryn A. Merkl ter participado de uma conspiração para violar as regras de exportação. A queixa envolve exportação ilegal de mais de US$ 540 mil em munição para a Rússia, com uso de empresas laranjas na Itália.

O Ministério da Justiça americano mostrou que Gruber comprou munição de fornecedores americanos e a revendou a partir da Itália, para o Quirguistão, violando licenças do Departamento de Comércio que exigiam a munição permanecer na Itália. Depois, parte foi enviada para a Rússia.

O coautor da operação, Sergei Zharnovnikov, comerciante de armas com base no Quirguistão, já foi condenado a 39 meses de prisão em janeiro, por violar a Export Control Reform Act ao enviar armas e munição fabricadas nos EUA para a Rússia.

Enquadramento legal e responsabilização

As autoridades ressaltam que Gruber usou várias empresas para ocultar o envio de munição de uso militar para o Quirguistão, antes de ser reexportada à Rússia. Não houve licença de exportação ou reexportação obtida por ele.

Uma empresa americana, com sede no Nebraska, tinha licença para exportar munição à empregadora italiana, mas com a condição de permanecer na Itália. Gruber usou uma empresa de fachada para enviar a munição a Zharnovnikov no Quirguistão.

Além disso, outra empresa dos EUA, com sede no Tennessee, também licenciava exportação para a italiana, com a mesma restrição. A munição foi reexportada da Itália para a Kyrgyzstan.

Comunicações criptografadas e atlas de evidências

Procuradores mostraram mensagens criptografadas de 23 de setembro de 2023 entre Gruber e um co-conspirador não acusado formalmente. Discutiram envio de 100 mil balas do fornecedor do Nebraska, avaliando prazos e destino.

Gruber questionou a necessidade de entrega imediata, citando a operação de um distribuidor esloveno que triangulou com a Rússia, segundo as mensagens. O co-conspirador sugeriu dividir o carregamento para evitar detecção.

David Peters, secretário adjunto de exportação do Departamento de Comércio, disse que a confissão reforça o compromisso do governo com a aplicação das leis de controle de exportação. Gruber deve cumprir pena em data a ser marcada.

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