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Guerras em curso não são falha da ONU, diz presidente da Assembleia Geral

Baerbock afirma que guerras não são falha da ONU, e sim de Estados-membros; o veto no Conselho de Segurança bloqueia ações e reforça impasse

Annalena Baerbock, the President of the 80th session of the United Nations General Assembly (UNGA), during an interview for 12 Minutes With.
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  • Annalena Baerbock, presidente da Assembleia Geral da ONU, afirmou à Euronews que a culpa pela continuidade de guerras não é da ONU, mas dos Estados-membros que abusam do veto.
  • Ela disse que, quando um Estado-membro inicia uma guerra, não é a ONU que falha, e sim o país que viola a Carta, destacando a necessidade de pressão de outros membros.
  • O principal obstáculo para a ação da ONU hoje são os poderes de veto dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança — China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos.
  • Em dois mil e vinte e quatro, os membros permanentes apresentaram oito vetos em sete projetos de resolução, o maior número desde mil novecentos e oitenta e seis, com EUA e Rússia como protagonistas.
  • Baerbock mencionou a reforma do Conselho de Segurança e o programa UN80 para ampliar eficiência e limitar o veto, ressaltando que há pouca disposição entre os membros permanentes para ceder poder; também comentou sobre o Board of Peace, criado para Gaza, com custos significativos para países convidados.

A presidente da Assembleia Geral da ONU, Annalena Baerbock, afirmou à Euronews que a continuidade de guerras não é responsabilidade exclusiva da organização, mas sim dos estados-membros que violam o direito internacional. Ela defendeu que o UN precisa da pressão de várias nações para avançar.

Baerbock ressaltou que a ONU não é um ator único, mas um conjunto de 193 Estados diversos, funcionando como um sistema judicial mundial onde muitas partes devem concordar. Ela comparou a atuação da ONU à necessidade de colaboração entre autoridades de aplicação da lei.

Segundo ela, o principal entrave para enfrentar conflitos hoje são os poderes de veto no Conselho de Segurança, exercidos pelos M5: China, França, Rússia, Reino Unido e EUA. Esses países podem bloquear resoluções que visem a paz.

Em 2024, os vetos atingiram níveis altos, com ações relativas a Ucrânia e Gaza envolvendo os membros permanentes. Em 2025, a pauta manteve-se, alimentando críticas sobre a eficácia do Conselho.

Baerbock apontou que o uso do veto impede decisões, e que quem o utiliza precisa assumir a responsabilidade pelo impasse. Isso alimenta chamados por reformas estruturais no organismo.

Ela mencionou ainda propostas de ampliar a representação permanente para África e América Latina, como parte de reformas discutidas há anos para reduzir o poder dos vetos.

No âmbito de reformar a ONU, o secretário-geral António Guterres lançará, em 2025, a iniciativa UN80, com foco em estrutura, mandatos e finanças. O objetivo é tornar a organização mais ágil, mas não há consenso entre os M5.

Apesar das críticas, Baerbock enfatizou a importância de manter a igualdade entre Estados no sistema da ONU. Ela reiterou que cada país tem voz igual no tratamento de paz e segurança, independentemente de tamanho ou poder.

Veto e perspectivas de reforma

  • O veto dos M5 continua sendo alvo de debate, com pressões para limitar esse poder.
  • Movimentos para ampliar representatividade regional seguem em pauta, sem consenso entre os membros permanentes.
  • A UN80 será apresentada como tentativa de simplificar estruturas e melhorar finanças, mantendo a exigência de apoio unânime para mudanças no Conselho.

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