- Um especialista afirma que a estratégia do Irã no Estreito de Hormuz é moldada por um órgão-chave de decisão de segurança dentro dos Guardiões da Revolução, a Khatam al-Anbiya.
- Segundo o professor Mehran Kamrava, a Khatam al-Anbiya coordena o esforço de guerra em tempo de conflito e elabora cenários e estratégias em paz.
- A possibilidade de cobrar taxas de passagem por Hormuz ganhou atenção, com possibilidade de coordenação com Omã; há relatos de arrecadação de valores de navios recentemente.
- Omã rejeitou a cobrança de taxas e afirmou que Hormuz é uma passagem natural, sujeita às leis do mar; Irã sustenta argumentos baseados no direito internacional.
- Há esforço global para manter a liberdade de navegação, com a União Europeia, Reino Unido e outros países discutindo missões de escolta e cooperação para reabrir o estreito; Paquistão pode receber delegações iranianas e norte-americanas.
O islamic Republic’s security apparatus, especialmente um órgão pouco conhecido do IRGC, pode estar moldando a abordagem de Teerã ao estreito de Hormuz. Segundo o professor Mehran Kamrava, da Georgetown University em Doha, a Khatam al-Anbiya opera como o centro decisório de segurança, influenciando planos estratégicos de longo alcance. Em tempos de paz, coordena cenários e estratégias; em conflito, coordena o esforço de guerra, afirma Kamrava.
A análise aponta que o papel da Khatam al-Anbiya é compartilhado com o Conselho Supremo de Segurança Nacional, que orquestra decisões externas e de segurança. Assim, a instituição seria chave na formulação da narrativa e das ações de Teerã no Golfo, especialmente em relação ao Hidr. Kamrava ressalta que a visão de Teerã sobre o direito internacional envolve disputas sobre a extensão de águas territoriais e o controle do estreito.
Enfoque prático e controvérsias legais
O especialista aponta que as negociações atuais visam manter a pressão, mesmo com uma suposta pausa. Há temores de prolongar atritos ou de nova escalada, possivelmente provocada por ações de Israel contra o Irã ou por retaliação. Enquanto isso, choques econômicos aparecem a partir de propostas de cobrança de passagem pelo estreito.
Observa-se sinalização de fiscalização efetiva por parte do Irã, com possível coordenação com autoridades regionais. A ideia é que países vizinhos, como Omã, comporiam esse arranjo para conferir legitimidade à cobrança de tarifas de trânsito, segundo Kamrava. Há relatos de arrecadação recente em navios de várias origens.
Reações internacionais e planos de apoio
O governo de Omã rejeitou a cobrança de taxas de passagem, destacando que o estreito é uma rota natural regida pelo direito do mar. Em resposta, autoridades ocidentais enfatizam a liberdade de navegação e a vedação a controles unilaterais. Líderes europeus e do Reino Unido conduzem visitas à região para discutir a reabertura do canal de Hormuz.
Kallas, chefe da diplomacia da UE, reuniu-se com líderes dos Emirados e alertou contra o controle iraniano do estreito. Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, destacou a importância de manter Hormuz aberto, com encontros multilaterais para apoiar a navegação. Paralelamente, Paris sinalizou a formação de uma missão para escoltar navios na região, com apoio de vários países.
França informou que parceiros estudam a criação de uma missão de escolta para garantir a passagem de navios. Macron mencionou que dezenas de países estariam dispostos a participar. Itália, por meio de Meloni, advertiu sobre consequências econômicas imprevisíveis caso haja taxas adicionais no estreito.
Pakistan deve receber delegações iranianas e dos EUA em Islamabad, sinalizando possível caminho para avanços diplomáticos. As discussões ocorrem em meio a um ambiente internacional de cooperação para manter Hormuz aberto e garantir o fluxo global de energia.
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