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Pentágono nega ter ameaçado Vaticano por comentários do Papa sobre Irã

Pentágono nega ter ameaçado a Santa Sé após críticas do papa Leo XIV à intervenção dos EUA no Irã

St Peter's Dome in the Vatican
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  • O Pentágono negou que Cardeal Christophe Pierre tenha recebido em janeiro uma “lição amarga” sobre as críticas do Papa Leo XIV à intervenção dos EUA no Irã.
  • A reportagem do Free Press afirmou que o subsecretário de Defesa para a Política, Elbridge Colby, disse que Washington tem poder militar e que a Igreja deveria tomar partido.
  • O Vaticano e Pierre disseram que a reunião foi franca, cordial e normal; o embaixador dos EUA, Brian Burch, confirmou que a descrição não reflete o ocorrido.
  • O Papa Leo XIV tem criticado ações militares dos EUA no Irã e pediu paz em discursos recentes, incluindo mensagens durante a Páscoa.
  • O Vaticano informou que o Papa não visitará os EUA em 2026; Leo XIV planeja visitar Lampedusa em 4 de julho, conforme anunciado.

O Pentágono negou, nesta quinta-feira, que autoridades americanas tenham feito uma “lição amarga” ao enviado do Vaticano aos EUA sobre críticas do Papa Leo XIV à intervenção dos Estados Unidos no Irã. O jornal The Free Press, com participação acionária da CBS News, havia informado o encontro em janeiro entre o subsecretário de Defesa para Política, Elbridge Colby, e o cardeal Christoph Pierre.

Segundo a reportagem, Colby teria afirmado que Washington tem poder militar para agir e que a Igreja deveria tomar partido. O texto também mencionou uma referência à Avinhão Papal, usada para ilustrar domínio de autoridades papais pela força no século 14.

O Vaticano nega a versão. A embaixada dos EUA no Vaticano descreveu o encontro como cordial e normal, sem uso de linguagem agressiva. Pierre, que já se aposentou, disse que o relato não reflete o que ocorreu. As fontes oficiais não apresentaram registro de retaliação ou pressões sobre o Vaticano.

Reações e versões oficiais

A embaixada dos EUA em Roma reforçou a avaliação de que a reunião foi respeitosa e abrangeu temas variados, incluindo política externa, ética na política externa e estratégias regionais. O Pentágono afirmou que a conversa foi equilibrada e não houve discurso de intimidação.

O embaixador americano junto ao Vaticano, Brian Burch, afirmou que Pierre descreveu o encontro como franco e cordial, rejeitando a narrativa de que houve pressão para alinhar-se com a administração de Trump. Burch disse que a descrição do cardeal não condiz com a realidade do encontro.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, comentou, durante viagem a Hungria, que não lembrava do cardeal Pierre, mas afirmou ter a intenção de conversar com ele para esclarecer os fatos. A declaração não detalha o conteúdo do encontro.

Contexto sobre as críticas do Papa

O Papa Leo XIV tem criticado decisões da política externa dos EUA envolvendo o Irã, incluindo as ações iniciais de 28 de fevereiro, que foram descritas por ele como ilegais e imorais. Em sua mensagem de Páscoa, ele pediu que quem tem poder para provocar guerras escolha a paz por meio do diálogo.

Em sua saudação Urbi et Orbi, o pontífice ressaltou o fim da violência e pediu que weaponry seja deixado de lado, enfatizando diálogo e respeito entre povos. A abordagem do Papa também mencionou a indiferença às perdas humanas e às consequências econômicas e sociais dos conflitos.

O Vaticano informou, em fevereiro, que o Papa não fará uma visita aos EUA em 2026, citando divergências na política externa. Posteriormente, o Vaticano anunciou que Leo XIV pretende visitar a ilha italiana de Lampedusa em 4 de julho, data importante para a história americana.

No último ano, o Papa também pediu reflexão sobre a forma como migrantes são tratados nos Estados Unidos, criticando políticas associadas à administração Trump. O pontífice enfatizou a necessidade de compaixão e responsabilidade humanitária.

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