- O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu ao Irã a reabertura do Estreito de Ormuz, passagem-chave para o petróleo global.
- A trégua entre EUA e Irã segue instável, com ataques de drones no Kuwait e ofensivas entre Israel e Hezbollah no Libano.
- Delegações dos EUA e do Irã devem se reunir em Islamabad, no Paquistão, neste fim de semana, com Ormuz no centro das negociações.
- O vice-presidente JD Vance deve liderar a delegação americana; o Irã exige reparações de guerra e controle da hidrovia.
- O petróleo teve alta, próximo de US$ 98 por barril, em meio a tensões regionais e incertezas sobre o cessar-fogo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, pressionou o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica para petróleo, antes de negociações previstas entre Washington e Teerã. A tensão cresce em meio a ataques e acusações que ameaçam o cessar-fogo.
A trégua anunciada na terça-feira permanece instável. Kuwait relata ataques de drones a instalações vitais durante a noite, com acusações de violações por parte do Irã e de seus representantes. Israel intensifica ataques no sul do Líbano, onde o Hezbollah é apoiado pelo Irã.
O Hezbollah afirma ter lançado drones e foguetes contra Israel. Médicos israelenses relatam feridos que buscavam abrigo no centro e sul do país. As delegações dos EUA e do Irã vão se encontrar no Paquistão no sábado, em Islamabad.
Contexto diplomático
O transporte marítimo por Ormuz, que respondia por cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito mundial antes da guerra, volta a ser ponto de atrito. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, liderará a delegação americana.
Trump descreveu os iranianos como mais “razoáveis” por telefone à NBC News e afirmou que o petróleo pode fluir com ou sem a cooperação de Teerã. O Irã pressiona por reparações de guerra, tema relevante para as negociações.
Perspectivas regionais
No Líbano, o governo se comprometeu a desarmar o Hezbollah, mas a milícia resiste. Israel mantém foco na frente norte, com Eyal Zamir afirmando que a guerra continua ali. Os EUA sediarão, na próxima semana, reunião envolvendo diretrizes do cessar-fogo.
A guerra já causou milhares de mortes e danos à infraestrutura energética no Golfo. O bloqueio de Ormuz pressiona os preços do petróleo, que operam em alta próxima de US$ 98 o barril em Londres. Diversos mercados globais acompanham o desdobramento.
As negociações em Islamabad ocorrerão em meio a tensões entre EUA, Irã e aliados regionais, com impacto direto sobre o fluxo de energia e a estabilidade política na região. O desenrolar pode redefinir o cessar-fogo e o controle da hidrovia.
Entre na conversa da comunidade