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World Press Photo 2026: incêndios, conflitos e migração marcam o prêmio anual

Quarenta e duas fotógrafas e fotógrafos disputam o World Press Photo 2026, com imagens de guerras, incêndios e migração; anúncio ocorre em Amsterdã, 23 de abril

World Press Photo 2026
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  • World Press Photo 2026 divulgou 42 vencedores regionais em três categorias, avaliados a partir de 57.376 imagens enviadas por 3.747 fotógrafos de 141 países, em seis regiões.
  • A foto do ano será anunciada em cerimônia em Amsterdã, no dia 23 de abril.
  • Espanha tem destaque: Brais Lorenzo venceu na categoria de reportagem gráfica (Europa) com Burned Lands; Luis Tato levou o prêmio de fotojornalismo para África e Diego Ibarra Sánchez foi premiado em projetos de longo prazo para Ásia, Oriente Médio e África.
  • Os temas centrais incluem guerras e conflitos em Gaza e Ucrânia, protestos em Estados Unidos, migração e incêndios florestais que devastaram áreas significativas.
  • A vencedora do Photo of the Year receberá 10 mil euros; a mostra itinerante deve passar por mais de 80 cidades e receber mais de 4 milhões de visitantes.

World Press Photo 2026 apresenta foco em incêndios, conflitos e migração, com 42 fotógrafos disputando o prêmio principal. A mostra contempla vencedores regionais em três categorias e seis regiões geográficas. A entrega do Photo of the Year ocorre em 23 de abril, em Amsterdã.

A comissão independente avaliou 57.376 imagens enviadas por 3.747 fotógrafos de 141 países. A presidente do júri, Kira Pollack, aponta que as imagens refletem momentos críticos para a democracia e a busca pela verdade.

Na Espanha, três fotógrafos aparecem entre os melhores do ano, em temas que vão de incêndios florestais a mobilizações políticas. As fotos premiadas foram produzidas para agências como EFE e para publicações como El País.

Brais Lorenzo venceu na categoria reportagem gráfica para a Europa, com a série Burned Lands, sobre os incêndios na Galícia, incluindo o fogo de Larouco. As imagens mostram a intensidade do fogo na região.

Luis Tato recebeu o prêmio de fotojornalismo para África com Madagascar’s Gen Z Protests, retratando mobilizações apoiadas nas redes sociais que utilizaram símbolos de cultura pop. A série aborda a resposta política local.

Diego Ibarra Sánchez foi premiado em projetos de longo prazo, com Hijacked Education, que documenta ataques à educação em diversos países. O trabalho cobre situações como escolas fechadas e livros queimados por extremistas.

Além de guerras, a relação entre Gaza, Ucrânia e migração figura entre os temas recorrentes. A cobertura de Gaza mostra edifícios sob bombardeio e cenas de civis reunidos para rituais, enquanto a Ucrânia volta ao centro com imagens de Kiev em 2025.

Destaques na América do Norte incluem protestos relacionados a políticas migratórias e impactos sobre famílias separadas. As imagens refletem nos corredores da cidade a crise de imigrantes e suas consequências.

Entre os ganhadores estão ainda trabalhos sobre dançarinos de balé na África do Sul e sobre mulheres cavaleiras no Marrocos, além dos efeitos dos grandes incêndios em Los Angeles, em 2025, que causem deslocamentos extensos.

As 42 entradas vencedoras comporão a exposição itinerante da World Press Photo, que deve viajar a mais de 80 cidades e atrair milhões de visitantes. O prêmio em dinheiro para a Foto do Ano é de 10.000 euros.

A organização destaca que 31 dos 42 vencedores são da região retratada, evidenciando o foco local do jornalismo fotográfico. A participação de mulheres e pessoas não binárias atingiu 22% dos vencedores, avançando em relação a edições anteriores.

A cerimônia de anúncio acontece no dia 23 de abril, em Amsterdã, definindo qual imagem resume melhor 2025. Considerando a diversidade de temas, a escolha promete ser disputada e criteriosa.

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