- Equador e Venezuela adotam jornada de 40 horas semanais; em Equador, desde 10 de março de 2026 há possibilidade de acordos para 10 horas diárias em quatro dias.
- Na maioria da América Central, a regra é 44 horas semanais; na maior parte da América do Sul, a jornada é de 48 horas.
- Chile aprovou, desde 2023, redução gradual de 45 para 40 horas, com metas de 42 em 2024 e 40 em 2028, e possibilidade de modelo 4×3.
- Colômbia passa de 44 para 42 horas semanais a partir do dia 15 de julho.
- México aprovou redução gradual de 48 para 40 horas até 2030, com cronograma anual de quedas e avaliação sobre modelo de 5 dias úteis.
Nos países da América Latina, jornadas de trabalho variam bastante. Em 2026, Equador e Venezuela têm 40 horas semanais legais, enquanto Argentina, Paraguai e Peru chegam a 48 horas. A maior parte da região busca reduzir ou redistribuir a carga horária.
Em Argentina, a norma vigente estabelece até 48 horas semanais. Contudo, reforma trabalhista de 2023 permite reajustes na distribuição de horas, com horas extras facultativas. A mudança depende de acordos com empregados.
Na Bolívia, a carga é de 48 horas semanais para homens e 40 para mulheres, conforme lei histórica de 1939. Governo sinaliza modernização para tornar o regime mais dinâmico, sem detalhar prazos.
No Brasil, a jornada atual é de 44 horas semanais distribuídas em seis dias. Propostas de redução chegaram a tramitar no Congresso; diverge entre 36, 40 ou manutenção de 44 horas, com apoio do governo a uma mudança para 40 horas.
O Chile aprovou, em fases, a redução para 40 horas até 2028. Iniciativas previstas incluem ainda modelos de semana 4×3 para empresas que adotem jornadas de 40 horas já.
Na Colômbia, a redução gradual já levou a 44 horas e, a partir de 15 de julho, a jornada será de 42 horas, com previsão de ajuste para sete horas diárias.
Cuba segue com uma prática tradicional: oito horas diárias, resultando em cerca de 44 horas semanais, sem alterações recentes anunciadas.
Costa Rica mantém 48 horas semanais, com debates sobre um 4×3 que permitiria turnos de 12 horas diárias em dias de trabalho alternados.
Equador, que fixou 40 horas em 1980, permitiu, desde 2026, acordo de 10 horas diárias em quatro dias, com três de folga. A mudança precisa constar no contrato por aditivo.
El Salvador adota 44 horas semanais diurnas ou 39 noturnas, com exceção de trabalhadores menores, cuja carga é de 34 horas semanais.
Guatemala tem variação conforme turno: diurno chega a 44 horas semanais; noturno, 36; misto, 42. Em alguns casos, há base salarial de 48 horas.
Honduras também segue 44 horas semanais, com remuneração com base em 48 horas, seguindo padrões locais.
México aprovou, em 2024, redução gradual para 40 horas até 2030, conforme emenda constitucional. Cria cronograma: 48 em 2026, 46 em 2027, 44 em 2028, 42 em 2029 e 40 em 2030, com debate sobre semana de cinco dias.
Panamá mantém 48 horas semanais no turno diurno, com 42 para noturno e 45 para horários mistos, em regime de 7,5 horas diárias.
Paraguai mantém 48 horas semanais no diurno; noturno, 42; e horário misto, 45. Iniciativas de redução chegaram ao Legislativo, sem avançar, e o governo propõe consenso tripartite para mudanças.
Peru não promoveu cortes concretos, com 48 horas semanais e oito diárias. Em 2025, propostas para setores específicos ficaram no papel; novo Congresso pode reavaliar.
República Dominicana tem 44 horas semanais, oito diárias, com defesa de reduzir para 35 horas. Avanços dependem de acordo entre governo, trabalhadores e empresários.
Uruguai, com negociação setorial, apresenta variações entre 44 e 48 horas. Setores como metalurgia, construção e envase de GLP já reduziram a jornada para 40-46 horas, por meio de acordo coletivo.
Venezuela, pela Lei Orgânica do Trabalho, Trabalhadores e Trabalhadoras (LOTTT) de 2012, fixa 40 horas semanais, com oito horas diárias em cinco dias e dois de descanso.
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