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EUA interrompem negociação; Paquistão fica sem acordo com o Irã

Negociação trava; EUA deixam Islamabad sem acordo de paz após 21 horas, com impasse sobre armas nucleares iranianas e reabertura do Estreito de Ormuz

Na imagem, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, em entrevista a jornalistas, em Islamabad
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  • Após 21 horas de negociações em Islamabad, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse que os EUA deixam o Paquistão sem acordo de paz com o Irã, em meio a um conflito que dura mais de quarenta dias.
  • O principal entrave foi a exigência norte-americana de que o Irã não desenvolva armas nucleares.
  • O estreito de Ormuz, rota-chave para cerca de 20% do abastecimento global de petróleo, segue em disputa, com o Irã bloqueando a passagem e cobrando possíveis taxas de trânsito, sob uma trégua frágil.
  • O Irã afirma ter reaberto o estreito sob uma trégua instável e disse que destruirá navios que entrarem sem autorização.
  • A negociação marcou a primeira reunião direta entre EUA e Irã em mais de dez anos, com participação de autoridades de ambos os lados, mas sem progresso para um cessar-fogo ou acordo nuclear.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, anunciou que o time americano encerrou as negociações em Islamabad sem um acordo de paz com o Irã após 21 horas de conversas. O Paquistão funcionou como território neutro para a mediação, em meio a mais de 40 dias de conflito entre as duas nações. A reunião ocorreu neste sábado, 11 de abril de 2026, com participação dos representantes norte-americanos e iranianos.

Segundo Vance, o Irã não aceitou os termos apresentados pelos EUA, especialmente a exigência de não desenvolver armas nucleares. O tom foi de frustração, com o vice-presidente afirmando que a notícia é negativa para o Irã e reforçando a necessidade de limitar o programa nuclear. A discussão também tratou da abertura do estreito de Ormuz, crucial para o abastecimento global de petróleo.

A partir de agora, o estreito permanece aberto apenas sob uma trégua frágil, com o Irã estabelecendo condições para a passagem de navios e sinalizando a possibilidade de cobrar taxas de trânsito. O Irã já havia bloqueado o estreito desde o início do conflito e informou que destruirá embarcações que cruzarem sem autorização.

O que cada lado quer

As reivindicações dos Estados Unidos passam pela livre navegação no estreito de Ormuz, pela contenção do programa nuclear iraniano e pela redução da influência militar de Teerã na região. Também entram na pauta o endurecimento de sanções, o controle de ativos no exterior e o enfraquecimento de aliados iranianos.

O Irã busca manter ou ampliar o controle sobre Ormuz, suspender sanções econômicas, ter acesso a ativos congelados e obter reparações de guerra. Além disso, defende um cessar-fogo regional mais amplo e a preservação de capacidades militares e nucleares estratégicas.

Por que é difícil chegar a um acordo

As divergências vão além do conflito atual. Os EUA condicionam avanços à limitação do programa nuclear iraniano e à garantia de livre passagem no estreito. Teerã vê tais exigências como restrições à soberania, defendendo a manutenção de suas capacidades e compensações econômicas.

Desentendimentos sobre sanções, ativos no exterior e a arquitetura de segurança regional também atrapalham o acordo. A negociação, marcada pela primeira reunião direta entre autoridades dos dois países em mais de uma década, envolve elevados temas de política externa e geopolítica.

O encontro reuniu o vice-presidente JD Vance, o enviado Steve Witkoff e Jared Kushner de Washington, ao lado de autoridades iranianas, incluindo o presidente do Parlamento Mohammad Baqer Qalibaf e o ministro Abbas Araqchi.

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