- EUA e Irã encerraram conversas diretas no Paquistão em Islamabad sem acordo, colocando em risco o cessar-fogo de duas semanas.
- Os Estados Unidos afirmaram que o Irã se recusou a assumir o compromisso de não buscar armas nucleares; Washington disse ter sido claro sobre suas linhas vermelhas.
- O Irã, por sua vez, alegou que as exigências americanas teriam sido excessivas e que divergências não se resolvem em uma única rodada.
- O fim das negociações after 21 horas de diálogo aumenta as dúvidas sobre a continuidade dos esforços para encerrar a guerra na região e manter o fornecimento global de petróleo.
- O Paquistão informou que as conversas foram construtivas e pediu que as partes mantenham o cessar-fogo, enquanto Israel e outros atores permanecem em alerta.
Os Estados Unidos e o Irã encerraram, neste fim de semana, negociações diretas no Paquistão sem acordo. O objetivo era estabelecer um cessar-fogo sustentável e avanços diplomáticos para encerrar uma guerra de seis semanas. As discussões também envolviam o Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o petróleo.
A delegação americana foi chefiada pelo vice-presidente JD Vance, que afirmou que os EUA não aceitariam compromissos que reconhecessem a capacidade nuclear iraniana. Segundo ele, Washington expôs suas linhas vermelhas e cedeu apenas em pontos não centrais. O Irã, por sua vez, classificou as exigências como excessivas.
Autoridades do Irã disseram que as exigências dos EUA foram desproporcionais, enquanto o Ministério das Relações Exteriores ressaltou que divergências em uma rodada não encerram o diálogo. A região vive um cessar-fogo de duas semanas, ainda frágil, que pode ser afetado pela falta de acordo.
Duração das negociações: 21 horas de diálogo em Islamabad. O Paquistão informou que as conversas foram construtivas e prometeu facilitar futuros encontros entre as delegações. Analistas destacam que o impasse não encerra as tentativas diplomáticas.
Divergências sobre o programa nuclear iraniano
Os EUA buscaram garantias de não uso militar do programa nuclear, além de remoção de materiais sensíveis. O Irã mantém posição de controle sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, crucial para 20% a 30% do petróleo mundial em algumas leituras. A imprensa iraniana citou a recusa de concessões adicionais.
Mercados de energia responderam com cautela, com tendência de alta para o petróleo diante da incerteza. Dois cargueiros vazios tentaram atravessar Ormuz, recuando diante do impasse diplomático.
As partes chegaram a acordos parciais em questões técnicas, mas divergências permanecem em pontos centrais. O porta-voz iraniano afirmou que a diplomacia continua e que o Irã buscará seus interesses nacionais sob quaisquer circunstâncias.
O governo israelense manteve postura de cautela, citando a necessidade de remoção de material nuclear enriquecido do Irã. Enquanto isso, a guerra regional já acumulava milhares de mortes e grande impacto humanitário, conforme relatos oficiais e de organizações não governamentais.
O presidente dos EUA ainda não comentou publicamente, mas especialistas já sugerem que novas conversas podem ocorrer. O Irã sinalizou disposição de retomar diálogos no curto prazo, desde que haja avanços substantivos.
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