- O Peru realiza eleições gerais no domingo, 12 de abril de 2026, para escolher o nono presidente em dez anos, em meio a instabilidade política que ronda o país.
- O pleito tem recorde de 35 candidatos à presidência e 70 candidatos a vice, com cerca de 27 milhões de eleitores aptos; as seções abrem às 7h no horário local.
- Keiko Fujimori lidera as intenções de voto, com 15%, segundo a pesquisa Ipsos; em segundo lugar aparece o comediante Carlos Álvarez, com 8%.
- O presidente interino José María Balcázar fica no cargo até 28 de julho, quando assume o eleito; o mandato atual começou após a destituição de José Jerí, em fevereiro, em meio a suspeitas de tráfico de influência.
- O Peru acumula instabilidade política desde 2000, com várias quedas de presidentes; de 2016 a 2026, seis chefes do Executivo foram destituídos, evidenciando um padrão crônico.
O Peru realiza neste domingo, 12 de abril de 2026, eleições gerais para escolher o novo presidente. O pleito soma 35 candidatos à Presidência e 70 à vice, com cerca de 27 milhões de eleitores aptos. O voto começa às 7h no horário local (9h em Brasília). A disputa ocorre em meio a uma curva de instabilidade política.
O atual presidente interino é José María Balcázar, do Peru Libre, que assumiu após a destituição de José Jerí, em fevereiro. Jerí foi afastado por meio de moção de censura provocada por encontros não divulgados com empresários chineses. O mandato de Balcázar vai até 28 de julho, quando assume o eleito.
Na leitura das pesquisas, o desempenho é liderado por Keiko Fujimori, da Fuerza Popular, com vantagem de votos, seguida por Carlos Álvarez, comediante que disputa pelo País Para Todos. A maioria dos quatro primeiros colocados situa-se em espectro direito ou centro.
Apenas Roberto Sánchez, do Juntos por el Perú, aparece, entre os candidatos de esquerda, em posição mais alta, ocupando o quinto lugar segundo levantamento Ipsos. A eleição é marcada pela fragmentação de siglas e pela alta volatilidade do eleitor.
Contexto histórico: desde 2000, o Peru passou por várias mudanças de governo e apenas alguns mandatários concluíram o mandato completo. De 2016 a 2026, o país teve seis presidentes destituídos, reforçando uma percepção de instabilidade institucional que envolve o cargo máximo.
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