- Neste domingo, 12 de maio, mais de 27 milhões de peruanos vão às urnas para escolher presidente e parlamentares, em meio a uma crise política de uma década.
- 35 candidatos disputam o Executivo, e o novo presidente será o nono a ocupar o cargo em dez anos.
- A candidata de direita Keiko Fujimori lidera as pesquisas, com 15% das intenções de voto, segundo Ipsos.
- Em segundo lugar está Carlos Álvarez, com 8%, seguido por Rafael López Aliaga, com 7%, e Ricardo Belmont, com 6%.
- A eleição tende ao segundo turno, com votação das 7h às 17h e o pleito marcado para 7 de junho; o presidente eleito assume em 26 de julho.
A apuração eleitoral no Peru envolve mais de 27 milhões de eleitores que vão às urnas neste domingo para escolher o próximo presidente e renovar o Congresso. O pleito acontece em meio a uma crise política que se estende há anos e promete definir o cenário para o próximo mandato.
A candidatura de Keiko Fujimori, do Fuerza Popular, lidera as pesquisas com cerca de 15% das intenções de voto, segundo levantamento recente. É a quarta tentativa da filha do ex‑ditador Alberto Fujimori de chegar ao Palácio de Governo. Em segundo fica Carlos Álvarez, com 8%.
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- O panorama atual aponta ampla volatilidade entre os eleitores, com chances de segundo turno. A disputa ainda conta com Rafael López Aliaga, da Renovación Popular, em terceiro, com 7%.
- Ricardo Belmont, do Partido Cívico Obras, está em quarto, com 6%, seguido por Roberto Sánchez e Alfonso López-Chau, ambos com 5%.
Analistas destacam que o pleito tende a ser definido apenas no segundo turno. A incerteza envolve o impacto de possíveis alianças parlamentares e o desempenho de propostas frente à elevada percepção de insegurança pública.
Contexto político e cenário institucional
A leitura de especialistas aponta rejeição generalizada a políticas e instituições. Segundo Paula Muñoz, da Universidad del Pacífico, as mudanças recentes refletem opções eleitorais que não costumam emocionar o eleitor. A tendência é de que a incerteza permaneça.
Fernando Tuesta, da PUCP, reforça que o eleitorado oscila entre candidaturas diante de um Congresso fragmentado. A volatilidade favorece a entrada de novidades, com eleitores migrando entre propostas sem firmeza de apoio a um único bloco.
Os analistas também observam que propostas de combate à criminalidade não aparecem como eixo claro de campanha. O cenário é de alta percepção de risco para a população e de fraca articulação entre propostas e soluções factíveis.
Funcionamento do pleito e próximos passos
O Peru utiliza cédula única de papel, em que o eleitor vota para presidente e para legisladores. A votação ocorre das 7h às 17h, no horário local, com atraso ou atraso previsto conforme necessidades de cada seção.
O segundo turno está agendado para 7 de junho, caso nenhum candidato alcance maioria suficiente. A posse do novo presidente está prevista para 26 de julho, conforme o calendário oficial.
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