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Bloqueio dos portos iranianos pelos EUA entra em vigor; Trump ameaça navios de ataque

Bloqueio naval dos EUA contra portos iranianos entra em vigor, com Washington prometendo eliminar embarcações hostis e impacto potencial no comércio e no petróleo

The guided-missile destroyer USS Porter (DDG 78) in the Mediterranean Sea, 7 April, 2017
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  • A blockade naval dos Estados Unidos sobre todos os portos iranianos no Golfo entrou em vigor na segunda-feira, com o presidente Donald Trump avisando que navios de ataque serão eliminados se se aproximarem da restrição.
  • Trump afirmou, em post no Truth Social, que a marinha do Irã estaria “no fundo do mar” e que navios próximos à blockade seriam eliminados de forma imediata.
  • O CENTCOM informou que a ação vale para todos os portos e áreas costeiras iranianas, e o UK Maritime Trade Operations disse que a bloqueio vale para todo o tráfego de navios, independentemente da bandeira.
  • O preço do petróleo subiu cerca de 8% após a decisão, com os contratos WTI e Brent acima de 100 dólares por barril, em meio a tensões após o fracasso das negociações de paz.
  • Reações internacionais foram mistas: o Irã chamou o bloqueio de pirataria; China criticou, e governos da Europa discutem missões defensivas para assegurar o estratégico estreito de Hormuz.

O bloqueio naval dos portos iranianos entrou em vigor na segunda-feira, segundo a comunidade militar dos EUA. O objetivo declarado é impedir que o Irã obtenha lucro com o controle da Rota do Hormuz e evitar ataques a navios na região.

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou o início da medida, que alcança portos e áreas costeiras do Golfo Pérsico. O UKMTO informou que o bloqueio vale para todo navio, independentemente da bandeira.

Trump havia indicado, em postagens, que a estratégia busca liberar o estreito de minas e reabrir a passagem para o comércio, com a condição de não permitir que o Irã se beneficie da situação.

A observação de especialistas aponta que a manobra pode ser interpretada como uma retomada de hostilidades, ainda que não haja indicação de uma ofensiva imediata no terreno. A situação envolve várias nações e atores regionais.

O preço do petróleo respondeu com alta, com os contratos WTI e Brent acima de 100 dólares por barril na abertura da semana, após rápidas oscilações associadas a tentativas de acordo.

O bloqueio ocorre num momento em que a região está fragilizada por semanas de violência e por uma trégua recente, que também não consolidou um acordo duradouro.

A medida afeta o tráfego excedente pelo estreito, utilizado para o transporte global de petróleo e gás, com Irã permitindo passagem apenas de navios de países amigos.

Autoridades iranianas classificaram o bloqueio como ato de pirataria e afirmaram que nenhuma porta segura estará disponível diante de ameaças ao fluxo de comércio.

Entre os aliados de Washington, há críticas. Espanha questionou a lógica da operação, e o Reino Unido afirmou que não participará do bloqueio.

A França indicou que pode sediar uma conferência com países dispostos a apoiar uma missão multilateral defensiva para o estreito, desde que seja estritamente operacional e em condições adequadas.

China e outros atores internacionais solicitaram estabilidade e fluxo contínuo pelo estreito, ressaltando a importância estratégica do corredor para o comércio global.

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