- A partir de segunda-feira, as forças dos Estados Unidos iniciarão o bloqueio de todos os portos iranianos, conforme anunciado pelo Comando Central americano, com início às 14h GMT (15h CET).
- O bloqueio envolve todos os portos do Irã no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã, mas não impedirá navios que transitam para portos não iranianos.
- As negociações entre EUA e Irã, mediadas pelo Paquistão, colapsaram em Islamabad após divergências sobre o programa nuclear iraniano, gerando temores de confronto.
- O preço do petróleo subiu cerca de 8% na segunda-feira, com os contratos WTI e Brent ultrapassando a marca de duzentos dólares por barril em alguns momentos.
- O Irã afirmou que não cederá a pressões e responsabilizou o bloqueio por dificultar a possibilidade de acordo, enquanto autoridades americanas sinalizaram que a ação é uma resposta a “atividades nocivas” do Irã na região.
O governo dos Estados Unidos anunciou o bloqueio de todos os portos iranianos e do estreito de Hormuz a partir de segunda-feira, às 14h GMT, após a suspensão das negociações com a República Islâmica em Islamabad. A medida ocorre enquanto as conversas entre EUA e Irã nações não produziram acordo para encerrar o conflito que já dura meses.
O anúncio foi feito pelo Comando Central dos EUA e confirmado pelo presidente Donald Trump em suas redes. O objetivo, segundo Washington, é forçar o Irã a abandonar o que chama de ambições nucleares, sob a justificativa de manter a liberdade de trânsito no estreito estratégico. O bloqueio não impede navios de portos não iranianos que transitem pelo estreito.
As negociações em território paquistanês não alcançaram um acordo, com o governo de Islamabad atuando como mediador. As autoridades iranianas criticaram a ofensiva e reiteraram a defesa de sua posição sobre o programa nuclear, acusando a postura de maximalismo e avanço de exigências para, segundo elas, frear o diálogo.
O conflito elevou os temores de uma escalada militar na região. Países consumidores de petróleo acompanharam o movimento com cautela, pois o estreito de Hormuz é rota crucial para o abastecimento global. Analistas ressaltam que o cenário aumenta a volatilidade de preços e afeta o mercado energético.
Reações regionais chegaram de autoridades iranianas, paquistanesas e internacionais, com apelos a retorno às negociações e respeito a um cessar-fogo temporário. Nível de conflito permanece sob monitoramento internacional, enquanto operações de desminagem e fiscalização continuam com relatos contraditórios.
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