- Iran executou pelo menos 1.639 pessoas em 2025, alta de 68% em relação a 2024 (975).
- Entre os executados estão 48 mulheres; quase metade das condenações foi por crimes relacionados a drogas; execuções públicas chegaram a 11.
- As organizações de direitos humanos dizem que o número é mínimo e o maior desde que passam a monitorar, em 2008, e que muitos casos não são divulgados pela mídia oficial.
- O relatório aponta que a pressão de guerras e tensões pode ampliar o uso da pena de morte; defesa da abatimento da pena é defendida em negociações com o Irã.
- Há risco contínuo para centenas de detidos ligados aos protestos de janeiro de 2026, com novas sentenças de morte possíveis; o Irã pode ter superado a China como maior executor per capita.
Iranexecutou pelo menos 1.639 pessoas em 2025, aumento de 68% em relação a 2024, informou nesta segunda-feira um duo de ONGs. Os números destacam o país como o maior executor per capita e, fora da China, o que mais aplica a pena de morte.
As organizações Amnistia Internacional (em parceria com Iran Human Rights, com sede na Noruega) e Together Against the Death Penalty (ECPM, em Paris) ressaltam que 2025 registra o maior total já observado desde o início do monitoramento, em 2008.
O relatório conjunto aponta que 48 mulheres foram executadas em 2025, elevando o total entre as mulheres a números altos nas últimas décadas. Quase a metade das sentenças esteve relacionada a crimes com drogas, segundo as ONG. A maior parte das execuções ocorreu em prisões, com apenas 11 execuções públicas registradas em 2025.
Contexto e desdobramentos
Segundo as organizações, o aumento ocorre em meio ao conflito em curso com os Estados Unidos e Israel. As ONGs alertam que centenas de detidos ligados a protestos de janeiro de 2026 ainda enfrentam riscos de condenação à morte, o que manteria a prática sob intensa pressão internacional.
As entidades destacam que a contagem de execuções é baseada em múltiplas fontes, visto que a maioria das casos não é amplamente divulgada pela mídia oficial iraniana. A ONG Iran Human Rights aponta como número mínimo de mortes a soma verificada.
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