- Israel convocou o embaixador da Itália para protestar contra comentários de Tajani sobre “ataques inaceitáveis” a civis no Líbano durante visita a Beirute.
- Tajani, integrante do governo de Giorgia Meloni, pediu diálogo entre Líbano e Israel e um cessar-fogo duradouro, alegando solidariedade italiana.
- O Líbano foi envolvido no conflito regional após o Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançar foguetes contra Israel em 2 de março.
- Israel respondeu com ataques massivos e invasão terrestre no Líbano, conforme informações do exército israelense.
- A Itália convocou o embaixador de Israel na semana passada após afirmar que forças israelenses teriam feito disparos de advertência contra uma comitiva de peacekeepers italianos da ONU no Líbano.
Israel convocou nesta segunda-feira o embaixador da Itália para protestar contra as declarações do ministro das Relações Exteriores italiano, que criticou os ataques de Israel aos civis no Líbano durante uma visita a Beirute.
O pedido ocorreu após Tajani se reunir com o presidente libanês, Joseph Aoun, e o ministro das Relações Exteriores do Líbano, Youssef Raggi. Em comunicado, ele disse, em X, que levou solidariedade à população civil libanesa.
Tajani pediu diálogo entre Líbano e Israel e um cessar-fogo duradouro, ressaltando a necessidade de evitar nova escalada semelhante à de Gaza. A visita ocorreu no contexto de ofensiva recente entre os dois países.
Contexto regional: o Líbano foi levado ao conflito após o lançamento de foguetes do Hezbollah em 2 de março, em resposta aos ataques aéreos dos EUA e de Israel que atingiram responsáveis iranianos, incluindo o líder supremo Ali Khamenei. Israel respondeu com ataques intensos e invasão terrestre.
Segundo o exército de Israel, a ofensiva recente em território libanês matou cinco comandantes do Hezbollah e mais de 250 combatentes do grupo. As informações destacam a escalada recente e o impacto humano na região.
Contexto diplomático com a Itália: a Itália já havia convocado o embaixador de Israel na semana anterior, após alegações de disparos de advertência contra uma patrulha italiana da ONU no Líbano, com danos a veículos, mas sem feridos.
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