- Péter Magyar e o partido Tisza venceram as eleições na Hungria com maioria de dois terços, sinalizando mudanças no cenário europeu e expectativa de maior integração da UE.
- Charles Michel, ex-presidente do Conselho Europeu, afirmou que a vitória é um momento histórico para a Hungria e para a União Europeia, embora a saída de Viktor Orbán do Conselho não torne as reuniões fáceis.
- Magyar disse, em seu primeiro discurso após a divulgação dos resultados, que a Hungria será novamente um forte aliada dos interesses do país e que pretende adesão ao Escritório do Provedor Europeu de Justiça (EPPO).
- Entre as primeiras medidas, o novo governo quer destravar 17 bilhões de euros congelados pela Comissão Europeia por questões de Estado de direito e buscar o retorno dos recursos para o povo húngaro.
- Também se espera que o apoio à Ucrânia aumente, com a possível mudança de posição em relação a um empréstimo de 90 bilhões de euros, após o fim de longo período de bloqueio sob o governo anterior.
Pelo resultado das eleições na Hungria, Péter Magyar, líder do Tisza, garantiu uma vitória com maioria absoluta, sinalizando mudanças relevantes para o país e para a União Europeia. Analistas consideram esse momento histórico para Hungria e para a integração europeia.
Charles Michel, ex-presidente do Conselho Europeu, afirmou que a vitória pode impulsionar uma maior cooperação entre os membros da UE, mesmo com a saída de Viktor Orbán do Comitê Europeu. O diplomata destacou que os próximos meses revelarão se as promessas de reformas serão implementadas.
Magyar anunciou ações iniciais, incluindo a adesão da Hungria ao Escritório Europeu de Combate ao Fraude (OLAF) e ao EPPO, reforçando o combate a crimes transnacionais. O governo também busca desbloquear cerca de 17 bilhões de euros congelados pela Comissão Europeia por questões de Estado de direito.
> O premiê eleito frisa que os recursos europeus retornarão aos cidadãos, embora haja pressa para evitar perdas futuras após agosto. As mudanças na política interna também são vistas como potencial abertura de espaço para relações com parceiros externos.
Mudanças no relacionamento com a UE e com a Ucrânia
Especialistas avaliam que o recuo de Orbán do espaço de decisão na UE pode alterar o ritmo das reuniões do Conselho. Países vizinhos esperam que a Hungria passe a atuar de maneira mais alinhada com as metas da União.
Michel observa que o apoio à Ucrânia pode ganhar fôlego com o Novo Governo, que terá de definir uma nova trilha de cooperação. O euroatlântico é lembrado como eixo central para reforçar a defesa e a estabilidade regional.
Desdobramentos previstos
Entre as prioridades estão reformas para atender aos critérios de Estado de direito, avanços na fiscalização financeira e a recuperação de fundos que chegam à Hungria. O timing da liberação depende da implementação das medidas prometidas pelo novo governo.
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