- A China criticou o bloqueio dos EUA a portos do Irã, chamando a medida de “perigosa e irresponsável”.
- O porta-voz Guo Jiakun afirmou que, durante o cessar-fogo, o bloqueio aumenta o confronto e coloca a passagem pelo estreito de Ormuz em risco.
- Pequim pediu um cessar-fogo completo e imediato e a retomada do tráfego normal pelo estreito o mais rápido possível.
- No domingo, 12 de abril, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que bloquearia a passagem pelo estreito de Ormuz e interceptaria navios que pagaram pedágio aos iranianos.
- Segundo o Institute for the Study of War, o Irã pode ter instalado minas navais para forçar navios a utilizarem águas iranianas, prática que violaria a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, criticou o bloqueio dos EUA a portos do Irã, classificado como perigoso e irresponsável. A posição foi apresentada nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, em Pequim. A China pediu o retorno imediato a um cessar-fogo e a reabertura do estreito de Ormuz.
Guo afirmou que, apesar do cessar-fogo temporário ainda vigente, os Estados Unidos reforçaram o desdobramento militar e traçaram um bloqueio direcionado aos portos iranianos. A China destaca que a medida agrava o conflito, eleva a tensão e compromete a passagem segura pela rota, elevando riscos para o escoamento do petróleo da região. O governo chinês defende que as partes cumpram o acordo e adotem medidas para desescalar.
Contexto e desdobramentos
No fim de semana, o ex-presidente Donald Trump informou planos de bloquear a passagem pelo estreito de Ormuz, citando restrições à passagem de navios e cobranças consideradas ilegais pelo Irã. Segundo analistas, o Irã pode ter instalado minas navais para coerçar navios a utilizarem águas iranianas, prática que violaria leis internacionais que regem a navegação em estreitos internacionais.
O Institute for the Study of War aponta a possibilidade de minas no estreito, o que elevaria a cobrança de tarifas pelo Irã. Autoridades norte-americanas já afirmaram que o Irã perdeu o controle das minas, sem capacidade de localizá-las ou removê-las de forma eficaz, o que complica a segurança marítima na região.
Reação internacional e pedidos de cessar-fogo
Pequim reiterou a necessidade de um cessar-fogo completo e imediato, pedindo que as partes envolvidas respeitem o acordo vigente e tomem medidas concretas para restaurar o tráfego normal pelo estreito de Ormuz o quanto antes. A posição chinesa busca reduzir o impacto sobre as rotas comerciais internacionais e evitar escaladas adicionais.
Entre na conversa da comunidade