- A guerra no Sudão completa três anos e já deixou mais de 100 mil mortos, segundo estimativas, com violência contra civis e destruição de infraestrutura.
- Nos últimos meses, o uso de drones acentuou a mortalidade, com mais de cinco centenas de civis mortos entre janeiro e meados de março de 2026, incluindo crianças.
- Quase 14 milhões de pessoas foram deslocadas internamente, segundo o Médicos Sem Fronteiras; o número supera o deslocamento estimado na Ucrânia.
- Mais de 2 mil pessoas morreram em ataques a instalações de saúde desde o começo do conflito, em 217 ataques; 37% das unidades de saúde no país estão inoperantes.
- A fome e a desnutrição avançam: 15 mil menores de cinco anos foram internados por desnutrição no último ano, e 61,7% da população enfrenta insegurança alimentar aguda.
A guerra no Sudão completa três anos nesta quarta-feira, 15 de novembro, em meio a uma catástrofe humanitária de proporções históricas. Confrontos entre as Forças Armadas Sudanesas e as RSF provocam mortes, deslocamentos em massa e destruição de infraestrutura. O uso de drones intensifica a violência contra civis e serviços básicos.
O conflito, que se estende pelo Norte da África, já deixou mais de 100 mil mortos estimados, entre combatentes e civis, segundo organizações humanitárias. Quase 14 milhões de pessoas foram deslocadas, segundo o MSF, superando números de crises na Ucrânia. Organizações internacionais pedem resposta mais firme da comunidade global.
O cenário de violência é agravado pela paralisia de serviços essenciais. Mais de 2.000 pessoas morreram em ataques a instalações de saúde desde o início da guerra, com hospitais bombardeados ou saqueados. Em 2025, a maioria das mortes por violência contra serviços médicos ocorreu no Sudão, aponta a OMS.
Drones passaram a marcar uma nova fase do conflito, com ataques que atingem áreas civis e infraestrutura logística. Entre janeiro e março de 2026, mais de 500 civis teriam sido mortos por esse tipo de ataque, segundo a ONU, com crianças entre as maiores vítimas.
Deslocamentos forçados atingem regiões como Darfur e Kordofan, onde a assistência humanitária enfrenta bloqueios. Em Darfur Oriental, um ataque a um hospital resultou em dezenas de mortos, incluindo crianças. A região de Kordofan permanece entre as mais vulneráveis.
A crise também traz riscos alimentares graves. Cerca de 61,7% da população enfrenta insegurança alimentar aguda, com famílias em Darfur do Norte e Kordofan do Sul recorrendo a uma refeição diária ou a folhas. As condições de higiene e vacinação também sofrem grandes quebras.
Asoganizações humanitárias alertam para riscos de novos ataques e para a dificuldade de acesso à ajuda. A Cruz Vermelha informou aumento de pessoas desaparecidas, com mais de 11 mil casos, indicando agravamento da violência e do temor entre comunidades.
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