- A bloqueio dos EUA ao Estreito de Hormuz começou com quinze navios de guerra, mirando o tráfego que entra ou sai de portos iranianos; navios não iranianos ainda podem transitar conforme Centro de Comando das Operações Militares dos EUA (CENTCOM).
- O clima é tenso, mas há abordagem cautelosa de todas as partes e não houve relatos de confronto militar; o cessar-fogo permanece frágil.
- O presidente dos EUA afirmou que o Irã entrou em contato, indicando interesse em um acordo, após as negociações na semana passada, e disseram ter sido contatados pela parte correta.
- O Irã avisou que pode responder ao bloqueio e que nenhum porto da região ficará seguro se seus portos forem ameaçados; as Forças Revolucionárias (Guarda Revolucionária) ressaltaram controle do tráfego.
- A China informou ter um acordo com o Irã para permitir exportações de petróleo pelo Estreito de Hormuz e pediu aos EUA que não interfiram; o cargueiro chinês Rich Starry atravessou o estreito, vindo de Sharjah, nos Emirados Árabes.
O bloqueio dos EUA ao Estreito de Hormuz começou com 15 navios de guerra, em meio a uma postura tensa, mas cautelosa. Não houve relatos de confrontos militares, e o cessar-fogo entre EUA e Irã permanece fragilizado pelas operações logísticas na região.
O objetivo da ofensiva naval é impedir a passagem de navios iranianos ou autorizados por Irã, mantendo livre o trânsito de portos não iranianos. A medida visa controlar o tráfego marítimo entrando ou saindo de portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.
Horas após o início do bloqueio, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã procurou estabelecer um acordo, após encontros fracassados no Paquistão. Segundo ele, o Irã quer um acordo “muito fortemente”.
O Palácio de Cidadão paquistanês informou que trabalha em uma nova rodada de negociações entre EUA e Irã, anunciando o possível reinício do diálogo diplomático. O governo paquistanês não detalhou datas.
Segundo a Casa Branca, governos e representantes relevantes foram acionados para realizar tratativas com a outra parte, após contatos recentes que sinalizam disposição de acordo. Trump destacou que foram acionadas as pessoas adequadas.
O Irã, por sua vez, advertiu que irá responder ao bloqueio, sinalizando que nenhum porto na região ficará seguro caso haja ameaça aos seus portos. Autoridades iranianas enfatizam o controle instrumental sobre as rotas de tráfego.
O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), com sede em Washington, observa que a Marinha dos EUA busca impedir a entrada e saída de navios iranianos ou autorizados por Teerã no estreito, enquanto o Irã restringe a passagem de outras embarcações.
O ISW também aponta que navios autorizados por Teerã estão sob o regime de proteção imposto por Teerã e que a maior parte do tráfego no estreito ocorre dentro das águas territoriais iranianas. A sobrevivência do corredor depende de regras de tráfego definidas pelo Irã.
Enquanto o bloqueio avança, Pequim indicou ter um acordo próprio com Teerã para permitir o fluxo de seus carregamentos de petróleo pelo Estreito de Hormuz, advertindo Washington para não intervir. Autoridades chinesas destacam acordos de comércio e energia com o Irã.
O ministro da Defesa da China, Almirante Dong Jun, afirmou que Pequim mantém relações que asseguram o trânsito de petróleo por Hormuz, e que o estreito está aberto para a China. Navio-tanque Rich Starry passou pelo estreito, vindos de Sharjah, nos Emirados Árabes, hoje.
Dados de embarcações mostram que dois outros cargueiros com destino à China tentaram ingressar no estreito, mas voltaram. A conjuntura internacional permanece sob observação, com o mercado de petróleo registrando oscilações diante das movimentações na região.
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