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AIEA aponta aumento na capacidade da Coreia do Norte de fabricar armas nucleares

IAEA aponta aumento significativo na capacidade de produzir armas nucleares pela Coreia do Norte, com mais operações em Yongbyon e possível nova planta de enriquecimento

A TV screen shows a file image of North Korea's missile launch during a news programme at Seoul Railway Station, 27 January, 2026
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  • A Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) informou, durante visita a Seul, que a Coreia do Norte apresenta aumento “muito sério” da capacidade de produzir armas nucleares, com operações aceleradas na usina de Yongbyon.
  • A IAEA observou maior atividade na unidade de reprocessamento e na usina de água leve de Yongbyon, além de ativação de outras instalações, indicando incremento nas capacidades de produção de armas.
  • A agência estimou que o país pode ter “algumas dezenas” de ogivas nucleares e citou a construção de uma nova instalação semelhante à de enriquecimento em Yongbyon.
  • O diretor-geral Rafael Grossi afirmou que não é fácil calcular o aumento sem visitas, mas, pela observação de características externas, espera-se incremento significativo na capacidade de enriquecimento.
  • Não houve evidência clara de cooperação com a Rússia, segundo Grossi, embora a IAEA continue considerando a questão nuclear norte-coreana como um tema central.

North Korea mostra aumento grave na capacidade de produzir armas nucleares, diz a IAEA durante visita a Seul

A Organização das Nações Unidas para a Energia Atômica (IAEA) informou que a Coreia do Norte apresenta um “aumento muito significativo” na capacidade de fabricar armas nucleares. O alerta foi feito pelo chefe da agência, Rafael Grossi, durante visita a Seul.

Grossi detalhou que houve elevação operacional expressiva no reator de Yongbyon, na unidade de reprocessamento e no reator de água leve, além da ativação de outras instalações associadas ao programa nuclear norte-coreano. A conclusão vem de avaliações periódicas da agência.

O dirigente citou a possível ampliação da capacidade de enriquecimento de urânio na Coreia do Norte, apontando que há indícios externos de que a produção possa crescer, ainda que a IAEA tenha dificuldades de cálculo sem visitas completas ao local.

A IAEA também indicou a construção de uma nova instalação semelhante à planta de enriquecimento de Yongbyon. A avaliação depende de observação direta, pois mudanças estruturais não são fáceis de medir apenas por imagens externas.

Analistas externos, como o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, ressaltaram imagens de satélite que sugerem a conclusão de um novo prédio de enriquecimento em Yongbyon, com infraestrutura de apoio visível, como geradores e tanques de combustível.

Perguntado sobre eventual apoio da Rússia ao programa norte-coreano, Grossi afirmou que a IAEA não identificou evidências específicas de cooperação, destacando que a cooperação civil seria preferível, embora ainda cedo para conclusões.

A Coreia do Norte mantém forte restrição de inspeções da IAEA desde 2009, após anunciar que não entregaria seu arsenal nuclear. O país já realizou seu primeiro teste nuclear em 2006 e está sujeito a sanções internacionais.

Durante a visita, Cho Hyun, ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, afirmou que Seul trabalha para reduzir hostilidades e promover cooperação pacífica na península. Em paralelo, comandos navais da Coreia do Sul, EUA e Japão realizaram conversas sobre segurança marítima.

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