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Mais de 200 figuras culturais criticam resposta global ao patrimônio iraniano

Mais de duzentos especialistas denunciam danos irreversíveis ao patrimônio iraniano causados por ataques dos Estados Unidos (EUA) e de Israel, sob risco de violar leis internacionais

The 400-year-old Golestan Palace reportedly sustained damage from a nearby missile blast in March
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  • Mais de 200 estudiosos e profissionais culturais assinam declaração criticando danos ao patrimônio iraniano causados por ataques dos EUA e de Israel, descritos como irreversíveis.
  • A carta sustenta que os danos podem violar a Convenção de Haia de 1954 e aponta responsabilidade também de quem não condena ou pune os responsáveis, sob a doutrina de responsabilidade de proteger.
  • Desde o início dos ataques em 28 de fevereiro, mais de 3.000 pessoas foram mortas no Irã, segundo o chefe forense do país, e danos afetam mais de 130 monumentos e museus registrados.
  • A UNESCO reconheceu danos a vários sítios Patrimônio Mundial no Irã, como o Palácio Golestānh, o Chehel Sotoun e a Mesquita Jame de Isfahan, mas não condenou os ataques, expressando preocupação com a proteção do patrimônio.
  • O cessar-fogo entre EUA e Irã completa a segunda semana; especialistas enfatizam prioridade de avaliações e restaurações pós-guerra, além de ampliar proteção internacional ao patrimônio cultural.

Mais de 200 especialistas em cultura e pesquisadores de diversas regiões assinam uma declaração condenando danos ao patrimônio iraniano atribuídos aos ataques dos EUA e de Israel. O grupo afirma que o estrago é irreversível e pode violar leis internacionais, cobrando resposta mais firme de Estados e instituições.

O texto, apresentado à Society of Iranian Archaeology para publicação, cita a Convenção de Haia de 1954 e afirma que a responsabilidade recai não apenas sobre os ofensores, mas também sobre quem não condena ou responsabiliza as violações. Também critica a atuação de organismos como a UNESCO pela resposta limitada.

A carta legal anterior, assinada por mais de 100 especialistas em direito internacional, aponta violações da Carta das Nações Unidas e aponta riscos a leis humanitárias em vigor, mesmo diante de objeções sobre ações de governos vizinhos. A ausência de condenação firme é destacada pelos signatários.

Desde o início dos ataques em 28 de fevereiro, o cessar-fogo em vigor desde então interrompeu combates diretos, mas o grupo informa contagem de mais de 3 mil mortos no Irã, segundo o relatório da autoridade forense do país. A destruição cultural permanece em avaliação.

Segundo os signatários, mais de 130 monumentos e museus registrados pela UNESCO e por órgãos nacionais já sofreram danos, com impactos em áreas históricas e sítios arqueológicos. O grupo diz que a Convenção de Haia impõe deveres de respeito e proteção que não foram cumpridos.

A UNESCO reconhece danos a sítios Patrimônio Mundial no Irã, como o Palácio Golestan e outras estruturas históricas, mas não condena explicitamente os ataques. A organização afirma que coordena com autoridades locais e que os locais são avaliados quanto aos impactos.

De acordo com uma pesquisadora associada da Universidade de Chicago, Mehrnoush Soroush, a falta de mecanismos práticos de aplicação de leis preocupa especialistas. Ela afirma que a jurisprudência pode se tornar inócua sem vontade política para agir.

O grupo também alerta para retórica bélica de autoridades, citando declarações de oficiais dos EUA que minimizam regras de engajamento, descritas como preocupantes pelos signatários. A nota exige participação de atores internacionais na proteção do patrimônio cultural.

Enquanto isso, o cessar-fogo permanece em vigor, com negociações entre EUA e Irã indicadas para novas rodadas. Mesmo assim, os signatários destacam a importância de registrar e monitorar danos para influenciar condutas futuras e reconhecer a relevância cultural do Irã.

Em resposta, o ministério iraniano de Cultura informou que trabalhos de restauração emergencial já começaram em vários locais afetados, incluindo o Golestan Palace, único patrimônio da UNESCO no país. A UNESCO confirma recebimento de informações e segue avaliando os danos.

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