- A iniciativa cidadã alcançou um milhão de assinaturas, atingindo o teto para acionar a resposta da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu.
- Com isso, a Comissão Europeia e o Parlamento devem avaliar o pedido, após três meses de verificação das assinaturas.
- O objetivo é suspender totalmente o EU–Israel Association Agreement, vigente desde 2000, alegando crimes de guerra e violação do direito internacional.
- O texto cita destruição de hospitais em Gaza, deslocamento de civis e possível genocídio, conforme entendimento apresentado pela iniciativa.
- A proposta de suspensão parcial apresentada em setembro de 2025 pela presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, permanece sem avanço devido à oposição de Estados-membros, entre eles Alemanha, Hungria e República Tcheca.
O Movimento de Petição Europeia alcançou um milhão de signatários para suspender integralmente o Acordo de Associação entre a União Europeia e Israel. A iniciativa foi lançada por uma coalizão de esquerda europeia e organizações da sociedade civil pró-Palestina, abrangendo os 27 Estados-membros.
Segundo a iniciativa, Israel seria responsável por violações graves do direito internacional, incluindo mortes civis, deslocamentos em massa e destruição de hospitais em Gaza. O texto aponta ainda falhas em impedir crimes que, segundo os organizadores, caracterizariam genocídio conforme ordem da Corte Internacional de Justiça.
Com o envio dos números, cabe à Comissão Europeia e ao Parlamento Europeu avaliar a solicitação. Os signatários dispõem de até três meses para a verificação das assinaturas antes de o texto ser apresentado formalmente. A Comissão deverá indicar ações ou justificar a ausência de medidas.
O Parlamento Europeu poderá realizar uma audiência com os organizadores e, se houver apoio suficiente, votar uma resolução sobre o tema. Enquanto isso, a decisão depende de negociações entre os países-membros, que estão divididos quanto à reativação de ações comerciais.
Dados econômicos ajudam a contextualizar: o Acordo, em vigor desde 2000, sustenta diálogo político e cooperação econômica. A UE é parceira comercial de Israel, com o comércio de bens somando 42,6 bilhões de euros em 2024.
Em 2025, a presidenta da Comissão, Ursula von der Leyen, chegou a propor uma suspensão parcial do acordo, citando uma crise alimentar causada pela ofensiva em Gaza. A proposta ficou estagnada devido à oposição de potências como Alemanha, Hungria e República Tcheca.
Fontes diplomáticas indicam que, em reuniões recentes, vários Estados-membros reiteraram relutância em avançar com medidas restritivas. A decisão final depende de uma convergência entre os 27, o que ainda não ocorreu.
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