- O primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou que os Estados Unidos não fizeram nenhum pedido novo de ajuda relacionado ao Irã.
- O presidente Donald Trump disse estar insatisfeito com a atuação dos EUA, mas Albanese afirmou que ele deixou a situação sob controle em relação a Teerã.
- No mês passado, a Austrália enviou avião de vigilância e mísseis para proteger os Emirados Árabes Unidos, em resposta a uma solicitação de Washington.
- A Austrália participa, nesta sexta, da cúpula sobre segurança no Estreito de Ormuz promovida pela França e pelo Reino Unido, em Paris.
- A reunião, com participação de líderes europeus e de outras regiões por videoconferência, tem caráter defensivo e busca uma cessação das hostilidades entre EUA/Israel e Irã; os Estados Unidos não formam o quórum.
Austrália nega pedido de ajuda dos EUA para guerra no Oriente Médio. O primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou nesta sexta-feira 17 que não houve nenhum pedido novo relacionado ao Irã. Trump disse estar insatisfeito com a atuação de Canberra, segundo o governo australiano.
Canberra informou que, no mês anterior, houve solicitação de Washington para colaborar na defesa dos países do Golfo. Em resposta, a Austrália enviou um avião de vigilância e mísseis para proteger os Emirados Árabes Unidos. A ação ocorreu em alinhamento com interesses regionalizados de segurança.
Apesar das declarações americanas, a Austrália participa nesta sexta de uma cúpula sobre segurança no Estreito de Ormuz promovida pela França e pelo Reino Unido. O encontro ocorre em Paris, no Palácio do Eliseu, sem formação de quórum com os EUA e com participação por videoconferência de aliados.
Participação da Austrália
O governo australiano reforçou que não está envolvido no conflito com o Irã, mas tem interesse na reabertura do Estreito de Ormuz para o envio de combustível. A delegação australiana integra a conferência europeia com o objetivo de discutir navegação na rota marítima.
Detalhes da cúpula
A reunião começou às 14h de Paris e inclui líderes europeus e regionais. O encontro é descrito como defensivo, buscando uma cessação de hostilidades entre EUA e Israel de um lado e Irã do outro. O Eliseu confirmou a presença de Macron, Starmer, Merz e Meloni, entre outros convidados.
Perspectivas e próximos passos
Cada país deverá se comprometer de acordo com seus recursos. A França sinalizou possuir capacidade militar relevante na região, incluindo um porta-aviões e várias aeronaves. A Alemanha mencionou potencial apoio na desminagem e reconhecimento marítimo.
Contexto regional
A França e o Reino Unido lideram a cúpula de Paris, com participação de atores da Europa, Oriente Médio, Ásia e América Latina por videoconferência. O objetivo é reduzir riscos de escalada no Estreito de Ormuz e evitar interrupções no fluxo de petróleo e comércio. Aguarda-se desdobramentos na próxima semana, quando há outra reunião marcada em Londres.
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