- As eleições parlamentares antecipadas da Bulgária serão em dezenove de abril, marcando a oitava eleição em cinco anos.
- Rumen Radev, ex-presidente pró-Moscou e líder do Continuar Bulgaria, está na liderança das pesquisas, à frente de Boyko Borissov, do GERB.
- O governo bulgaro acionou o serviço diplomático europeu e ativou o sistema de resposta rápida previsto no Digital Services Act para enfrentar interferência externa nas eleições.
- O Centro para o Estudo da Democracia aponta que a Bulgária tem um dos ambientes informacionais mais permissivos para manipulação não democrática na União Europeia, com o Revival (Vazrazhdane) entre os atores principais de desinformação.
- Sites como Pogled Info disseminam narrativas pró-Kremlin, republicando conteúdos de veículos russos sancionados e outras fontes, com impactos rápidos nas redes sociais.
Bulgária se prepara para eleições parlamentares antecipadas marcadas para 19 de abril, em um cenário de crescente preocupação com desinformação. Pesquisadores afirmam que o país possui um ambiente de informação muito permissivo para manobra maliciosa não democrática na UE.
O governo busca reduzir interferências externas, acionando o sistema de resposta rápida previsto pela Digital Services Act (DSA) e pedindo apoio à serviço diplomático europeu. Plataformas online, sociedade civil e verificadores devem atuar para identificar conteúdo que possa influenciar o pleito.
A pesquisa realizada pelo Center for the Study of Democracy (CSD) aponta que a Bulgária tem um ambiente informacional pouco preparado institucionalmente, com instabilidade política e reguladores fracos. Christine Malinov, analista do CSD, destaca risco elevado de disseminação durante eleições.
Rumo às urnas, o ex-presidente pró-Mogo Radev, do partido Progresso da Bulgária, lidera as pesquisas, à frente do ex-primeiro-ministro Boyko Borissov, da GERB. A corrida envolve também temas sensíveis como integridade eleitoral, energia e adoção do euro.
Desinformação e atores nativos
O CSD indica que plataformas de notícias online difundem narrativas pró-Kremlin. Um exemplo é o Pogled Info, que republica conteúdo de fontes russas sancionadas e de veículos controlados pela China, com repaginamento de textos.
Analista ressalta que o fluxo de publicações é rápido: artigos de origem restrita aparecem e são replicados por perfis pró-Rússia nas redes sociais. A propagação rápida acende alerta quanto a validação de informações antes de chegar ao público.
O estudo cita ainda tentativas de incitar desconfiança sobre o euro e a energia, especialmente após a entrada da Bulgária no euro em 2026. Narrativas de fraude eleitoral também ganharam espaço em plataformas digitais.
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