- O diretor executivo da Agência Internacional de Energia disse que a Europa pode ter “uns seis semanas” de combustível para jatos, caso o Irã mantenha o bloqueio no estreito de Hormuz.
- O ingresso de petróleo e gás pela via tem ficado praticamente interrompido desde o início do conflito entre EUA e Israel, afetando o abastecimento global.
- Países pobres de Ásia, África e América Latina seriam os mais impactados; a Europa e as Américas também sofreriam, com possíveis cancelamentos de voos.
- A procura por reservas de combustível varia entre regiões: Áustria, Bulgária e Polônia têm estoques confortáveis; Reino Unido, Islândia e Países Baixos enfrentam o oposto.
- Alega-se que aumentar o uso de combustível importado dos Estados Unidos pode ser uma solução excepcional, mas há entraves regulatórios, políticos e logísticos para isso.
O chefe da Agência Internacional de Energia (IEA) advertiu que a Europa pode ter aproximadamente seis semanas de jet fuel restante, caso o tráfego pelo Estreito de Hormuz permaneça interrompido. Fatih Birol disse que choques de oferta de petróleo, gás e outros insumos vitais podem provocar cancelamentos de voos em breve.
A declaração ocorreu em meio a avisos de que a situação é a mais grave crise energética já enfrentada. Birol falou de impactos globais, destacando que países em desenvolvimento devem sofrer mais de forma inicial, com efeitos chegando à Europa e às Américas.
A crise é associada ao bloqueio quase completo do Estreito de Hormuz desde o início do conflito no Golfo, com ataques que impactam o transporte de petróleo e gás. A condição afeta a disponibilidade de combustível de aviação na região.
A Airports Council International Europe (ACI Europe) encaminhou à Comissão Europeia um alerta de que faltas de jet fuel podem começar no início de maio, caso tankers não atravessem o estreito. A passagem pelo canal é crucial para abastecimento global.
Segundo a avaliação, a situação varia entre os países. Alguns estoques, como na Áustria, Bulgária e Polônia, permanecem confortáveis, enquanto Reino Unido, Islândia e Países Baixos enfrentam déficits. França situa-se entre os dois extremos.
A Agência apontou que a demanda e a logística serão desafiadas para aeroportos menores, remotos, em comparação aos grandes hubs. Economistas consultados destacaram que o impacto não será de paralisação total, mas de cancelamentos parciais.
A4E, associação que reúne operadoras como Air France-KLM, Lufthansa e Ryanair, tem pressionado a União Europeia a divulgar dados em tempo real sobre estoques de jet fuel nos aeroportos. Ações desse tipo dependem de informações de fornecedores.
Apoiando o tom de cautela, TotalEnergies indicou que, se o bloqueio persistir até junho, não poderá abastecer todos os clientes. A decisão financeira e regulatória de importar combustível vindo dos EUA é considerada improvável no curto prazo.
Regra de operação para o setor é a maior incerteza. Reguladores, empresas e governos avaliam medidas para minimizar impactos, incluindo possíveis ajustes na importação de combustível diferente de padrões locais.
Novas propostas incluem facilitar a importação excepcional de jet fuel dos EUA, ainda que enfrentem desafios regulatórios, políticos e logísticos, para mitigar interrupções severas de abastecimento.
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