- O The Wall Street Journal aponta que Alejandro Castro Espín e Raúl Rodríguez Castro participam de negociações entre Cuba e os Estados Unidos, em meio às tensões com Washington.
- Raúl Rodríguez Castro, 41 anos, neto de Raúl Castro, é visto como favorito para futuras lideranças e chegou a acompanhar reuniões com autoridades americanas.
- Alejandro Castro Espín, filho de Raúl, é general do Ministério do Interior e atuou como negociador importante na reabertura de relações com os Estados Unidos durante o governo de Barack Obama.
- Oscar Pérez-Oliva, sobrinho-neto de Fidel e Raúl, tem sido apontado como possível sucessor de Miguel Díaz-Canel, e foi eleito para a Assembleia Nacional, defendendo maior atração de investimentos, principalmente de cubano-americanos.
- Cuba monitoriza movimentações militares dos Estados Unidos e as medidas de Donald Trump, que incluíram cortes de remessas de petróleo venezuelano e possibilidade de tarifas, aumentando apagões na ilha.
A geração dos Castro amplia a influência na liderança de Cuba, mesmo após a morte de Fidel e o afastamento de Raúl dos cargos públicos. Segundo o The Wall Street Journal, descendentes próximos participam de negociações com Estados Unidos para reduzir tensões entre Havana e Washington.
Alejandro Castro Espín, hoje general do Ministério do Interior, aparece como um dos negociadores-chave. Raúl Rodríguez Castro, neto de Raúl, é apontado como favorito e já integrou reuniões com autoridades americanas, inclusive durante visitas a conferências na ilha.
Oscar Pérez-Oliva, sobrinho-neto de Fidel e Raúl, ganha visibilidade como possível sucessor de Miguel Díaz-Canel. Pérez-Oliva é vice-primeiro-ministro e ministro do Comércio Exterior, eleito para a Assembleia Nacional em dezembro e defendendo maior atração de investimentos.
Na prática política, o peso da família persiste. Raúl Castro, com 94 anos, apareceu pela última vez em público em janeiro, na cerimônia de homenagem aos soldados cubanos mortos na campanha venezuelana.
Mudanças de tema e cenário externo
Cuba acompanha a estratégia dos EUA diante de Trump, que ameaça endurecer medidas e chegou a cortar remessas de petróleo venezuelano. Economias da ilha sentem o impacto sobre o fornecimento de energia, pressionando o governo cubano.
O governo americano também é citado como buscando mudanças na presidência cubana, conforme reporta o The New York Times, em meio às negociações em curso entre as duas nações.
Em meio a esse cenário, Cuba reforça a agenda de atrair investimentos, inclusive de cubano-americanos, e destaca a abertura para negócios como parte de sua política econômica.
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