- O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jasem Mohamed AlBudaiwi, afirmou à Euronews que a Iran é responsável por fechar o Estreito de Hormuz para obter ganho geopolítico.
- A Iran teriam ações como ataques a navios com barcos, mísseis e drones e o uso de minas para desencorajar a passagem de embarcações.
- O cessar-fogo entre EUA, Israel e Irã, acordado em oito de abril para retomar a navegação, gerou controvérsia sobre tarifas de passagem e coordenação com as forças armadas iranianas; os EUA chegaram a propor tarifas adicionais e convidaram europeus a aderir.
- AlBudaiwi afirma que o diálogo é a única solução e que o Irã precisa cumprir as condições para avançar nas negociações; o GCC mantém uma relação estratégica com os EUA para buscar estabilidade regional.
- O GCC destaca impactos econômicos na região, com o FMI revisando para baixo o crescimento dos membros e sinalizando que os países estão coordenando defesa e segurança diante do conflito.
O Secretário-Geral do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), Jasem Mohamed AlBudaiwi, responsabiliza o Irã pela politização do Estreito de Hormuz e afirma que te defesa de políticas provocou interrupções no comércio na rota marítima vital. A declaração ocorreu à emissora Euronews, no programa 12 Minutes With.
AlBudaiwi, que lidera o GCC desde 2023, afirmou que o Irã iniciou a crise e deve arcar com os impactos de suas ações. Segundo ele, a região já vivenciou guerras, mas o Estreito de Hormuz nunca havia sido usado dessa forma.
Bloco de negociações e pagamento de passagens
O Irã elevou as tensões ao fechar parcialmente o estreito após o início dos ataques liderados pelos EUA e Israel, ocorridos em fevereiro. Navios foram alvo com barcos, mísseis e drones; minas foram posicionadas para desencorajar passagem.
Entre 8 de abril e o regime de cessar-fogo, um acordo de duas semanas previa a retomada da navegação, com cooperação entre Irã e Omã para cobrança de tarifas de passagem. Washington propôs também tarifas para navios, chamando países europeus a participar.
Perspectivas de solução
AlBudaiwi disse que o diálogo é a única saída para a crise, e que a responsabilidade sobre o cumprimento das condições é do Irã. Ele ressaltou que a solução passa por negociações com a comunidade internacional, evitando uso de força ou sanções adicionais.
O GCC mantém relação “excelente” com os EUA, segundo o secretário-geral, que aponta a cooperação como ferramenta para reduzir tensões e discutir o programa nuclear, mísseis e drones, bem como o apoio a proxys na região.
Contexto regional e impactos econômicos
Os impactos incluem interrupção de exportações de petróleo, gás e outros recursos estratégicos dos membros do GCC, como Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes. O FMI reduziu, em março, a previsão de crescimento do GCC devido aos confrontos, estimando 2,6% para o conjunto.
AlBudaiwi afirma que o bloco está preparado para enfrentar as consequências com cooperação entre seus membros, adotando medidas para retomar a normalidade o quanto antes. O GCC foi formado para promover cooperação econômica, energética e regional.
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