- Cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano entrou em vigor na noite de quinta-feira, 16, com o objetivo de destravar negociações entre Estados Unidos e Irã.
- Mais de 2.000 pessoas morreram desde o início do conflito; acordo foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após conversas em Washington.
- O Hezbollah não confirmou a aceitação do acordo, mas também não sinalizou descumprimento; nos EUA, o vice-presidente e o secretário de Estado devem avançar em tratativas para um acordo mais amplo.
- Fica acordado que apenas forças de segurança oficiais libanesas poderão portar armas na faixa de fronteira; Israel manterá direito à legítima defesa, e o governo libanês ficará responsável pela segurança com apoio internacional.
- Deslocados começam a retornar a partes do Líbano; haverá uma zona de segurança de cerca de 10 quilômetros na fronteira, e o desarmamento do Hezbollah é visto como condição para um acordo definitivo.
- O Irã informou a liberação completa do estreito de Ormuz durante o cessar-fogo, permitindo a passagem de embarcações comerciais pelo período.
O cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano entrou em vigor na noite de quinta-feira, 16, com o objetivo de abrir espaço para negociações entre Estados Unidos e Irã. O acordo contempla a suspensão de hostilidades na fronteira, sob mediação norte-americana. A expectativa é destravar um acordo mais amplo de paz.
Segundo autoridades libanesas, mais de 2.000 pessoas morreram desde o início do conflito entre Jerusalém e Beirute. O anúncio foi feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nas redes sociais, após negociações entre representantes de Beirute e Washington.
O Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã e alvo das ofensivas israelenses, não confirmou adesão ao cessar-fogo, embora não tenha sinalizado descumprimento. O governo dos EUA informa que trata-se de um acordo inicial, com avaliação contínua.
O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, devem avançar as tratativas para ampliar o acordo. Trump informou que convidará o presidente libanês Joseph Aoun e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu para uma reunião na Casa Branca.
O que estabelece o cessar-fogo
O acordo determina que apenas as forças de segurança oficiais libanesas poderão portar armas na faixa de fronteira sul. Israel manterá o direito à legítima defesa contra ataques planejados, iminentes ou em curso.
O governo libanês passa a ser responsável pela segurança de seu território, com apoio internacional para impedir ataques do Hezbollah contra Israel. Além disso, Jerusalém e Beirute pedem novas conversas diretas com a mediação dos EUA para avançar as questões pendentes.
O Líbano, palco de décadas de conflito envolvendo o Hezbollah, o qual recebe apoio do Irã e está na lista de organizações terroristas dos EUA, não confirmou se aceitará integralmente os termos, mas não descartou cumprir o acordo parcial.
Trump pediu que o Hezbollah respeite a trégua em publicação na Truth Social, destacando a importância do compromisso durante o período.
Reações de líderes e deslocados
Os primeiros-ministros de Israel e do Líbano acolheram a trégua com expectativa. Netanyahu descreveu o acordo como uma oportunidade para um eventual acordo de paz. Nawaf Salam, do Líbano, espera que o pacto permita o retorno de deslocados às suas casas.
Netanyahu informou que as tropas israelenses continuarão no Líbano e que haverá uma zona de segurança de cerca de 10 quilômetros ao longo da fronteira. A transferência de deslocados começa a ocorrer, com muitas casas ainda destruídas ou inabitáveis.
Enquanto os civis retornam aos bairros devastados, o medo de novo rompimento do cessar-fogo persiste entre as comunidades libanesa e israelense.
Outros desdobramentos regionais
O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que o estreito de Ormuz permanece aberto para tráfego comercial durante o período do cessar-fogo, conforme a rota coordenada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos do Irã. A retomada da passagem marítima é vista como um dos sinais de avanço nas negociações envolvendo EUA e Irã.
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