- O líder cubano Miguel Díaz-Canel disse à emissora russa RT que a população de Cuba está pronta para “pegar em armas” contra os Estados Unidos caso o presidente Donald Trump autorize uma operação militar para derrubar o regime.
- Díaz-Canel afirmou que “milhões de cubanos” se mobilizariam para defender a revolução e o território cubano diante de uma possível agressão, destacando a “força da união” como recurso do país.
- As declarações ocorrem em meio a uma escalada de tensões entre Cuba e os Estados Unidos, com relatos de que o Pentágono estaria elaborando planos para ação militar contra Havana.
- O ditador responsabilizou o embargo dos EUA pelos problemas econômicos de Cuba, afirmando que o país avançou, mesmo sem tudo o que desejaria.
- Díaz-Canel mencionou a remessa de 100 mil toneladas de petróleo bruto vindas da Rússia no fim de março, encerando quase três meses sem esse tipo de importação devido a medidas associadas ao embargo.
O ditador cubano Miguel Díaz-Canel afirmou, em entrevista à emissora russa RT, que a população de Cuba estaria disposta a assumir as armas caso o governo dos EUA autorize uma intervenção militar. A declaração ocorre em meio a rumores de uma possível ação militar americana contra Havana.
Segundo Díaz-Canel, haveria um amplo apoio popular para defender a revolução diante de uma agressão externa, com a mobilização de milhões de cubanos para proteger o território e o regime. O líder enfatizou a força da unidade como principal instrumento de defesa.
A entrevista ocorreu em um contexto de tensões entre Cuba e os EUA, que têm sido alvo de relatos sobre planos de intervenção no país caribenho. O governo cubano já havia alertado para ficar em estado de alerta frente a eventuais ataques.
Embargo e impactos econômicos
O ditador voltou a responsabilizar o embargo americano pelas dificuldades econômicas de Cuba, afirmando que o país avançou mesmo com restrições, apesar de não ter alcançado tudo o que deseja. Díaz-Canel também destacou a cooperação energética com a Rússia.
A sequência de divulgações sobre a situação econômica ocorre enquanto há relatos de um possível canal de diálogo entre Havana e Washington, ainda sem detalhes públicos. O governo cubano cita acordos materiais para atenuar efeitos do embargo.
Apoio externo e fluxo energético
Díaz-Canel agradeceu à Rússia pela remessa de 100 mil toneladas de petróleo bruto enviada no final de março, encerrando um intervalo de quase três meses sem esse tipo de importação. A entrega foi recebida após o início de novas sanções associadas ao embargo dos EUA.
O regime cubano aponta que as relações com aliados estratégicamente posicionados, incluindo a Rússia, fortalecem sua capacidade de resistência diante de pressões externas. Não houve anúncio de mudanças abruptas na política externa cubana.
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