- Autoridades da União Europeia chegaram a Budapeste para negociações que visam redefinir a relação com a Hungria, semanas antes da posse do novo governo.
- O premier afastado Viktor Orbán afirmou que “uma era política acabou” e assumiu a responsabilidade pela derrota do seu partido, Fidesz.
- O partido da oposição, Tisza, liderado por Péter Magyar, conquistou maioria qualificada, com potencial para emendar a Constituição e alterar pilares do poder.
- A UE quer destravar o empréstimo de €€90 bilhões para a Ucrânia, enquanto a Hungria busca liberar cerca de €17 bilhões em fundos da União.
- Magyar promete mudanças, incluindo auditorias a órgãos e autoridades, enquanto Orbán não participará da próxima cúpula da UE.
Dois–três parágrafos introdutórios descrevem o recebimento de autoridades da União Europeia em Budapeste para conversas sobre a relação entre o bloco e a Hungria. O primeiro-ministro em fim de mandato, Viktor Orbán, declarou que uma era política chegou ao fim, em entrevista concedida a um veículo pró-governo. A eleição realizada no fim de semana trouxe a vitória esmagadora da oposição, avançando a transição para o novo governo.
A delegação europeia chega em um momento de tensão entre Bruxelas e Budapeste, semanas antes da posse do novo governo. A reunião visa reconfigurar relações, incluindo a possível liberação de fundos da UE e a posição hóstil da Hungria em relação ao empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia. O governo de Orbán enfrenta questionamentos sobre o futuro de reformas.
Acompanhamento da agenda europeia
Orbán reconheceu a derrota dos seus e disse assumir total responsabilidade, com previsão de eleição de nova liderança no seu partido em junho. Ele afirmou que não decide sozinho as próximas ações, prometendo apoiar a equipe conforme necessário.
Péter Magyar, líder eleito da oposição, objetiva uma mudança de regime e sinaliza reformas profundas, incluindo demissões de órgãos judiciais e reguladores. Magyar anunciou que não ocupará o gabinete do Castelo, optando por trabalhar em um prédio ministerial próximo ao parlamento de Budapeste.
Pontos críticos para a Hungria e a UE
A oposição defende a liberação de parte dos fundos congelados pela UE, estimados em cerca de 17 bilhões de euros, para viabilizar promessas de campanha. A UE busca assegurar que o novo governo cumpra compromissos e que Orbán não retorne ao poder. Parlamentares e analistas veem a visita como uma oportunidade de sinalizar convergência.
O grupo europeus espera facilitar acordos que melhorem a relação e incentivem reformas institucionais em áreas como mídia, Judiciário e governança. A saída de Orbán da liderança de fato não encerra o papel dele no partido, que afirmou manter-se na presidência da Fidesz, aguardar mudanças internas e apoiar novas diretrizes.
Contexto político e próximos passos
Magyar defende limites de mandato para primeiros-ministros, uma medida que poderia impedir o retorno de Orbán. O novo governo também prometeu ações contra acusações de corrupção e desmandos anteriores, buscando afastar-se do que denominou de regime anterior. A cena política na Hungria permanece em desenvolvimento.
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