- O líder sênior do Hezbollah, Wafiq Safa, afirmou que o grupo nunca entregará suas armas.
- Ele disse que não haverá discussão sobre desarmar o Hezbollah até um cessar-fogo abrangente, com retirada de Israel, retorno de prisioneiros e reconstrução.
- Safa afirmou que Israel não atingiu seus objetivos militares e que a guerra contrariou quem acreditava que o Hezbollah estaria enfraquecido.
- O líder ressaltou a ligação entre Hezbollah e Irã, descrevendo-os como “duas almas em um só corpo” e mantendo que o apoio iraniano beneficia o Líbano.
- O Líbano enfrenta destruição e deslocamento generalizados; o cessar-fogo é visto como possibilidade de avanços, mas o desarmamento continua incompreendido e controverso.
O líder sênior do Hezbollah, Wafiq Safa, disse em Beirute que a organização não entregará suas armas, mesmo diante de pressões de Israel, dos EUA e de setores no Líbano. A declaração foi dada durante uma entrevista exclusiva na capital libanesa.
Safá afirmou que o desarmamento só seria cogitado após um cessar-fogo abrangente, que inclua retirada israelense, retorno de prisioneiros, deslocados e reconstrução. Ele negou que o Hezbollah tenha saído enfraquecido do conflito recente.
A entrevista ocorreu em meio a tensões crescentes no Líbano, com o Hezbollah sob forte proteção de segurança e a possibilidade de novos desdobramentos regionais. Safá também respondeu a perguntas sobre a relação com o Irã e as perspectivas de diálogo regional.
O que está em jogo
Safá sustentou que não haverá discussão sobre o armamento antes de condições consideradas justas para o Líbano. Segundo ele, o Hezbollah não aceitará retornar ao status anterior aos combates.
Ele reforçou que o Hezbollah atua de modo alinhado aos interesses libaneses, apesar de depender do apoio iraniano para sustentar suas ações e pressões por um cessar-fogo. O líder afirmou que não haveria separação entre o Hezbollah e o Irã.
Contexto regional
O grupo informou ter respondido a ataques israelenses com ações no sul do Líbano, em meio a uma escalada que segue a morte de figuras-chave e ataques contínuos na região desde 2024. O governo israelense mantém a posição de que o desarmamento é condição para novas negociações.
A autora da entrevista descreveu a coordenação entre Hezbollah e o principal apoiador regional, destacando o papel iraniano nas decisões. Safá afirmou que o apoio de Teerã foi decisivo para manter a linha de defesa.
Cenário no Líbano
Observa-se grande fragilidade no território libanês, com destruição de áreas fronteiriças e deslocamento de mais de um milhão de civis. A situação complica qualquer solução de longo prazo, com perspectivas de cessar-fogo apenas como emergência momentânea.
Ao final do encontro, Safá permaneceu firme na posição de não desarmamento, mesmo diante de pressões externas. O cenário aponta para continuidade de tensões, com impactos diretos na população libanesa.
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