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Líder sênior do Hezbollah rejeita desarmamento em entrevista à BBC

Líder sênior do Hezbollah rejeita desarmamento, afirmando que o grupo não entregará armas até um cessar-fogo abrangente com retirada de Israel e reconstrução do Líbano

Edifícios e carros destruídos em subúrbio do sul de Beirute - (crédito: FADEL ITANI via Getty Images)
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  • O líder sênior do Hezbollah, Wafiq Safa, afirmou que o grupo nunca entregará suas armas.
  • Ele disse que não haverá discussão sobre desarmar o Hezbollah até um cessar-fogo abrangente, com retirada de Israel, retorno de prisioneiros e reconstrução.
  • Safa afirmou que Israel não atingiu seus objetivos militares e que a guerra contrariou quem acreditava que o Hezbollah estaria enfraquecido.
  • O líder ressaltou a ligação entre Hezbollah e Irã, descrevendo-os como “duas almas em um só corpo” e mantendo que o apoio iraniano beneficia o Líbano.
  • O Líbano enfrenta destruição e deslocamento generalizados; o cessar-fogo é visto como possibilidade de avanços, mas o desarmamento continua incompreendido e controverso.

O líder sênior do Hezbollah, Wafiq Safa, disse em Beirute que a organização não entregará suas armas, mesmo diante de pressões de Israel, dos EUA e de setores no Líbano. A declaração foi dada durante uma entrevista exclusiva na capital libanesa.

Safá afirmou que o desarmamento só seria cogitado após um cessar-fogo abrangente, que inclua retirada israelense, retorno de prisioneiros, deslocados e reconstrução. Ele negou que o Hezbollah tenha saído enfraquecido do conflito recente.

A entrevista ocorreu em meio a tensões crescentes no Líbano, com o Hezbollah sob forte proteção de segurança e a possibilidade de novos desdobramentos regionais. Safá também respondeu a perguntas sobre a relação com o Irã e as perspectivas de diálogo regional.

O que está em jogo

Safá sustentou que não haverá discussão sobre o armamento antes de condições consideradas justas para o Líbano. Segundo ele, o Hezbollah não aceitará retornar ao status anterior aos combates.

Ele reforçou que o Hezbollah atua de modo alinhado aos interesses libaneses, apesar de depender do apoio iraniano para sustentar suas ações e pressões por um cessar-fogo. O líder afirmou que não haveria separação entre o Hezbollah e o Irã.

Contexto regional

O grupo informou ter respondido a ataques israelenses com ações no sul do Líbano, em meio a uma escalada que segue a morte de figuras-chave e ataques contínuos na região desde 2024. O governo israelense mantém a posição de que o desarmamento é condição para novas negociações.

A autora da entrevista descreveu a coordenação entre Hezbollah e o principal apoiador regional, destacando o papel iraniano nas decisões. Safá afirmou que o apoio de Teerã foi decisivo para manter a linha de defesa.

Cenário no Líbano

Observa-se grande fragilidade no território libanês, com destruição de áreas fronteiriças e deslocamento de mais de um milhão de civis. A situação complica qualquer solução de longo prazo, com perspectivas de cessar-fogo apenas como emergência momentânea.

Ao final do encontro, Safá permaneceu firme na posição de não desarmamento, mesmo diante de pressões externas. O cenário aponta para continuidade de tensões, com impactos diretos na população libanesa.

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